Ponte conquista ponto precioso na luta contra rebaixamento

Time pontepretano voltou a mostrar os velhos defeitos no empate contra o Red Bull

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Por mais paradoxo que pareça, é preciso que seja admitido que a Ponte Preta conquistou um bom resultado na sua luta para fugir do rebaixamento à Série A2 do Campeonato Paulista, ao empatar sem gols com o Red Bull na noite desta quinta-feira, no Estádio Moisés Lucarelli.

Ufa! Bom resultado porque a composição da rodada lhe favoreceu. Agora, basta um empate diante da Ferroviária, no próximo domingo, novamente em Campinas, e contra um adversário livre da zona de degola.

Detalhe: os treinadores Eduardo Baptista e Ricardo Catalá optaram por escalar Ponte Preta e Red Bull com dez jogadores em campo, com as entradas de Léo Artur e Claudinho, respectivamente.

Ambos jogadores ‘tropicaram’ literalmente na bola. Protagonizaram aquilo que os torcedores já se habituaram a ver.

Poucos torcedores foram ao majestoso para ver empate da Macaca
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O agravante, para os pontepretanos, é que o meia Léo Artur enfiou na lata do lixo uma das duas chances claras de gols de sua equipe, durante o primeiro tempo, após receber presentão do volante André Castro, do Red Bull, que errou ao recuar a bola. Aí, o meia da Ponte ratificou a falta de precisão para finalizar quando, nas proximidades do gol adversário, chutou a bola para fora.

Por mais que Baptista procure preservar os seus jogadores, nem pega bem ‘rasgar’ elogios para Léo Artur, com citação que o futebol dele ‘funcionou bem pelo lado direito’.

PROIBIÇÃO

Se a Ponte Preta voltou a mostrar em campo aquele filme de terror sobejamente conhecido, claro está que o seu torcedor não perdeu absolutamente com a proibição que impuseram para que não soltasse a voz em seu estádio, na noite desta quinta-feira.

Qual seria a justificativa de Baptista para o futebol abaixo da crítica de sua equipe?

Acreditem: entre aquelas enumeradas enquadrou o cansaço, detalhando que a Ponte havia jogado na segunda-feira e o Red Bull apenas na sexta-feira da semana passada.

De repente Baptista esqueceu que o time da Ponte é um dos mais jovens da competição.

THIAGO ALVES

Desconsiderou que o Red Bull conta no seu miolo de zaga com o lentíssimo Thiago Alves, dispensado da própria Ponte Preta, anos atrás, por deficiência técnica.

A rigor, que time lento é esse do Red Bull! Mesmo que se propusesse jogar nos contra-ataques ‘morreria de fome’.

E como saiu pro jogo o tempo todo, desta vez a Ponte sequer pode reclamar de adversário fechado.

De que adiante o adversário lhe oferecer generosos espaços se ela ultrapassa os limites toleráveis de erros de passes?

SILVINHO

Mesmo reconhecendo a boa intenção de Baptista ao puxar o atacante Silvinho por dentro, como meia para organizar jogadas, essa última cartada também foi queimada. Não funcionou, assim como todos os demais jogadores, testados na função, decepcionaram.

Não bastasse essa falta de organização de jogadas, todos os atacantes testados contra o Red Bull decepcionaram. Perderam quase cem por cento das jogadas que participaram.

Assim, da entrevista coletiva de Baptista, não há como discordar da arrumação do sentido defensivo da equipe, que pouca chance ofereceu ao Red Bull.

Por sinal, numa das raras vaciladas dos defensores, o volante André Castro, de frente para o gol, conseguiu perdê-lo.

Paradoxalmente, foram jogadores de defesa da Ponte que exigiram defesas do goleiro Júlio César.

Aplausos, sim, quando espalmou cabeçada do zagueiro Renan Fonseca, mas o chute de Jefferson, mesmo com força na bola, era defensável.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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