Erros no futebol da Ponte Preta atingiram o limite; agora só se admite acertos

​Vem aí o empate da Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Um dia um filósofo de botequim sugeriu que façamos reflexão sobre ‘copo meio cheio e meio vazio’. Pois é exatamente nesse contexto que cabe avaliação da Ponte Preta, após empate sem gols com a Ferroviária, na tarde deste domingo em Campinas.

O tal de copo meio cheio sugere que o objetivo de escapar do rebaixamento foi atingido. O empate aliviaria a Ponte Preta do risco desde que o Santo André não aplicasse goleada.

O copo meio vazio é que o desastroso planejamento do Departamento de Futebol só resultaria em mais uma atuação sofrível, com vaias dos torcedores ao final da partida.

Convenhamos que o treinador interino João Brigatti não conseguiria mudar a configuração da noite para o dia basicamente com as mesmas ‘peças’.

BOM ACERTO
Até houve acerto em adiantar o lateral-esquerdo Orinho, vislumbrando que pudesse surpreender o goleiro Tadeu em algumas das ‘patadas’, sendo que logo aos seis minutos exigiu defesa do adversário.

Todavia Brigatti queimou desnecessariamente uma alteração no intervalo ao sacar o fraco meia Léo Artur, que sequer deveria ter sido escalado.

Claro que nem seria preciso Brigatti arrumar desculpa de desconforto muscular do atleta para justiçar a alteração, com a entrada de Felipe Saraiva, visando ganhar mais ofensividade.

No mais foi o mesmo do mesmo. Viu-se o característico empenho dos jogadores, porém com qualidade técnica insuficiente para se almejar alguma coisa a mais de que o empate, embora duas chances foram criadas e desperdiçadas pelo atacante Fellipe Cardoso.

REFLEXÃO

No pós-jogo, o zagueiro Renan Fonseca mandou recado por via indireta aos dirigentes que a fase de laboratório do Campeonato Paulista passou.

“A Ponte Preta não merece estar disputando nessas condições. A Série B do Campeonato Brasileiro é uma competição cascuda. O time precisa ser encorpado”.

A rigor, nem seria necessário esse aviso de Renan Fonseca. Estava na ‘cara’ que a aposta na garotada da base seria arriscada. Foi comprovado, igualmente, erro de avaliação na maioria dos contratados, e o gerente de futebol Ronaldão foi conivente com as decisões tomadas pela dupla Gustavo Bueno e Eduardo Baptista, quando entregou a chave do Departamento de Futebol para que remontassem o elenco.

COBRANÇA

Que agora essa diretoria pontepretana ‘dê os seus pulos’ e crie condições para montagem de equipe em condições de brigar pelo acesso na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.

Desculpas de receita curta e adaptação do orçamento já não são aceitas, até porque havia uma ala de oposição disposta a assumir o clube.

Já que o grupo da situação insistiu em permanência no poder, que agora dê respostas satisfatória ao torcedor pontepretano.

É o mínimo que se espera.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos