Ponte foi bem durante apenas 20 minutos; depois oscilou e tem que se contatar com empate

Time pontepretano ficou no 1 a 1 com o Botafogo, em Ribeirão Preto

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

No empate por 1 a 1 da Ponte Preta com o Botafogo, na noite desta quarta-feira em Ribeirão Preto, pelo Campeonato Paulista, surtiu efeito a instrução do treinador pontepretano Eduardo Baptista, para que o seu time iniciasse a partida com marcação alta, na tentativa de roubar a bola no campo defensivo do adversário.

Foi numa ‘roubada’ de bola que a Ponte abriu o placar aos oito minutos. Da bobeira do botafoguense Bruno Rocha se aproveitou o lateral pontepretano Emerson, que brigou no lance para ganhar a bola, oferecida ao atacante Fellipe Cardoso. Aí, ele teve calma para se desvencilhar de um adversário antes do arremate certeiro.

Com a manutenção do ritmo nos primeiros 20 minutos, a Ponte asfixiou o adversário basicamente em seu campo de defesa, com mudança do quadro apenas quando passou o impacto dos botafoguenses, que aos poucos foram se recompondo.

Aí, para não correr risco, a Ponte optou por se resguardar e projetou explorar generosos espaços que provavelmente o Botafogo poderia oferecer para contra-atacar.

De fato o Botafogo esbarrava na forte marcação pontepretana, que não oferecia brechas para que trabalhasse a bola.

Assim, no restante do primeiro tempo, o time da casa insistiu em alongar bola para o artilheiro Bruno Moraes que, bem marcado, só apareceu com chute forte, de fora da área, quando exigiu defesa difícil do goleiro Ivan, igualmente atento no rebote explorado por Dodô.

Afora isso, outra ameaça do Botafogo foi em cabeçada do zagueiro Naylhor em jogada de bola parada, que passou raspando o poste esquerdo de Ivan.

RECUO NECESSÁRIO, OU NÃO?

De certo, é provável que nas rodinhas dos desportistas pontepretanos uma das discussões gire em torno do sintomático recuo de sua equipe, que permitiu ao Botafogo mais presença ofensiva.

Calma, gente. Independentemente de instrução do banco de reservas da Ponte, para o time tentar sustentar a vantagem e optar pelo contra-ataque, tem-se que considerar que esse remontado time ainda não conta com ajuste tático planejado, e precisa se multiplicar na marcação para evitar atalhos ao adversário.

É um time que não dispõe de um meia que saiba ‘gelar’ o adversário com valorização de posse de bola, até sem pressa. Esqueceram que teimosamente Eduardo Baptista escala Léo Artur, que mais estorva de que ajuda?

BOTAFOGO PRESSIONOU

Em desvantagem, era natural que o Botafogo fosse intensificar a pressão no segundo tempo, com a entrada do hábil Cafu no lugar de Bruno Rocha.

Foi o período em que a Ponte já não contava com o meio-campista Thiago Real, que havia saído lesionado para a entrada de Marciel.

Não bastasse isso, o Botafogo descobriu que poderia explorar o lado esquerdo da defensiva pontepretana, nas costas de Orinho, que exigia frequentes coberturas do zagueiro Luan Peres.

Do volume de jogo ofensivo, o Botafogo chegou ao empate aos sete minutos.

Danielzinho enfiou bola para Bruno Moraes, que ganhou na corrida da dupla de zagueiros da Ponte, e explorou a saída precipitada do goleiro Ivan, para empurrar a bola no canto direito, totalmente aberto.

Depois disso o Botafogo insistiu no ataque para virar o placar. E só não conseguiu porque Cafu perdeu gol incrível, cara a cara com Ivan.

Portanto, pela instabilidade desse time pontepretano, o empate em Ribeirão Preto tem que ser colocado na cota de resultado aceitável.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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