Há 40 dias foi avisado para não se iludirem com a garotada da base da Ponte Preta

E aqueles que subiram para o profissional precisam corrigir até fundamentos

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

A Copa São Paulo ficou tão desconfigurada que o interesse dos desportistas passou a ser relativo.

Embora tivesse avisado que passaria a acompanhá-la quando do afunilamento, dei uma espiada em parte do jogo em que o Guarani venceu o Fernandópolis por 4 a 2, e na vitória da Ponte Preta contra a Francana por 3 a 1.

Do Guarani, já eliminado, preciso observar um pouco mais pra cravar posição concreta.

Futuro da Ponte Preta está no time sub-17, campeão paulista
Futuro da Ponte Preta está no time sub-17, campeão paulista
Sobre essa garotada da Ponte Preta, produzi coluna no dia dois de dezembro sugerindo que os cartolas arregalassem bem os olhos pra enxergar o óbvio: numa boa peneirada, poucos escapam para integrar o elenco de profissionais do clube.

Se alguém estava se iludindo com projeção de super safra de jogadores, aquela decisão de título paulista contra o Palmeiras, na derrota por 1 a 0, foi uma clara resposta que, os poucos que se salvam, ainda precisam trabalhar fundamentos.

ELIMINAÇÃO

Portanto, embora não tenha assistido à partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, cuja derrota por 1 a 0 precipitou a eliminação da equipe, já não havia me iludido com aquilo que tinha visto.

E antes que um ‘gaiato’ qualquer venha me cobrar posição se eventualmente um desses garotos vingar futuramente, não discordo que isso é possível.

Não se descarta natural evolução de jogadores de juniores, que podem se encaixar em plano tático e mostrar eficiência.

A avaliação feita à época foi técnica. Não houve constatação de um jogador sequer diferenciado.

Até mesmo o goleiro Ivan, de reconhecida capacidade, havia espalmado bola para a sua própria área, em finalização de longa distância.

É o típico defeito que já deveria ter sido corrigido na base.

Daqueles que já integram o elenco de profissionais, havia reafirmado que o centroavante Yuri precisa ser mais participativo, embora reconheça-se o histórico de artilharia, e que inegavelmente sabe fazer a ‘parede’ para proteger a bola.

EMERSON E REINALDO

Citei e reafirmo para não projetarem o lateral-direito Emerson como substituto ideal de Nino Paraíba.

Embora tenha vigor físico para rápida transição ao ataque, Emerson carece de lucidez para definir a melhor jogada. Logo, precisa ser trabalhado taticamente, com jogadas combinadas pelo setor. Também depende de ajustes defensivos.

Quanto ao zagueiro Reinaldo, está claro o estilo apenas rebatedor, e com claros vacilos.

Seus treinadores na base não lhe ensinaram desarmar de cabeça já observando o posicionamento de companheiros dos lados do campo, para a entrega da bola.

Isso era básico na escola de zagueiros do passado da Ponte Preta, como Samuel, Oscar, Polozi, e principalmente Valdir Vicente, que veio do Paulista de Jundiaí, e fazia isso com perfeição.

A rigor, neste final de semana, quando se comemora o dia do treinador, vou produzir uma coluna sobre eles, com foco na desatenção sobre aprimoramento técnico do atleta. O que se vê é obsessão pelos aspectos táticos.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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