Ponte Preta fez aquilo que era possível para ficar no empate com Santos

Principais chances dos santistas pararam nas mãos do goleiro pontepretana Aranha

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Por mais que a Ponte Preta tenha lutado bravamente, encurtado os espaços do Santos com forte marcação, novamente correu risco de derrota. Não fossem duas preciosas defesas do goleiro Aranha, e gol certo perdido por Bruno Henrique quase no final da partida desta quinta-feira no Estádio Moisés Lucarelli, o resultado não seria o empate por 1 a 1, que ainda a deixa fora do Z4 do Campeonato Brasileiro.

Toda vez que enfrenta adversário tecnicamente superior é um sofrimento à Ponte, quer seja em Campinas, quer no campo do adversário.

Enquanto o adversário qualifica saída de bola mesmo marcado, em situação idêntica defensores da Ponte se desfazem dela e a entregam ao adversário, que recomeça a jogada. No caso específico, a posse de bola do Santos naturalmente teria que ser superior.

Naldo abriu o placar para a Macaca
Naldo abriu o placar para a Macaca
SEM CRIAÇÃO

Quando a Ponte ultrapassa o meio de campo e depende do homem de criação, ele não existe. Assim o time carece de quem dita o ritmo da partida. Reflexo é bola igualmente perdida com facilidade.

Dos laterais, apenas Nino Paraíba tem característica de avançar, mas há tempos não consegue trabalhar jogadas pelo lado direito.

Logo, nas raras vezes que a bola chega redonda ao ataque, o imaginável seria os atacantes Lucca e Emerson Sheik valorizá-la, o que não tem ocorrido.

Se Lucca tem decepcionado há incontáveis rodadas - inclusive desperdiçando chance clara em que poderia ter ‘matado’ a partida -, Sheik já não consegue sequer prender a bola. Perde-a com incrível facilidade.

Assim, faz parte do cronograma a Ponte chegar ao gol em bola parada, em jogadas ensaiadas em treinos fechados pelo treinador Eduardo Baptista. Foi assim que o volante Naldo completou logo aos quatro minutos e colocou a sua equipe em vantagem.

Depois disso, o que se viu foi volume de jogo do Santos até que o gol, maduro, ocorreu aos 44 minutos do primeiro tempo em cabeçada do centroavante Ricardo Oliveira.

JADSON MELHORA

Persistia o mesmo predomínio santista até metade do segundo tempo, quando uma alteração providencial no time pontepretano alterou a configuração tática.

A entrada do volante Jadson - com mais iniciativa ofensiva - no lugar de Naldo, resultou no time pontepretano segurar mais a bola no campo ofensivo, com reflexo direto na defesa que ficou mais aliviada.

Claro que a mudança de postura serviu para desguarnecer a cabeça da área pontepretana, e isso provocou o segundo cartão amarelo - e consequente expulsão - do volante Fernando Bob aos 40 minutos.

No frigir dos ovos, um empate que trouxe mais benefícios à Ponte, enquanto ao Santos ficou o gostinho que poderia ter saído de Campinas com a vitória.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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