Juizão erra mais favorável ao Guarani no empate com o Boa Esporte

Time bugrino continua confuso e trouxe de Varginha resultado de 2 a 2

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

O Guarani continua o mesmo do mesmo. Teve que contar com a direta colaboração da arbitragem para não sair derrotado na noite desta terça-feira em Varginha diante do Boa Esporte, em jogo que terminou empatado por 2 a 2.

A rigor, o juiz paranaense Rafael Traci errou em três lances capitais. Marcou pênalti inexistente favorável ao Guarani logo aos dois minutos do segundo tempo, alegando que o atacante Rafael Silva teria sofrido cotovelada. Na prática, a imagem mostra o bugrino colocando a mão na bola. Aí, na cobrança, o meia Fumagalli converteu.

O lance que originou o segundo gol do Boa Esporte foi irregular. O lateral Ruan recebeu passe em completo impedimento não assinalado, e, no cruzamento, Rodolfo completou aos 44 minutos.

Depois disso, em outro lance polêmico, o zagueiro bugrino Diego Jussani colocou o braço na bola e o pênalti não foi marcado.

CABO VÊ OUTRO JOGO

À reportagem da Rádio Bandeirantes-Campinas, o treinador bugrino Marcelo Cabo tentou argumentar que seu time realizou um bom segundo tempo, mas na prática apenas rodou a bola e se restringiu à finalização de Paulinho, que exigiu defesa difícil do goleiro Fabrício.

O segundo gol favorável ao Guarani foi contra do lateral Ruan, acossado por Rafael Silva aos 21 minutos.

É certo, também, que, quando estava em desvantagem no placar, o Boa Esporte se atirou ao ataque, o Guarani se preocupou em se defender para sustentar a vitória, mas sofreu o gol impedido, assim como poderia ter sido derrotado se o goleiro Vagner não tivesse praticado defesa notável em chute de Júlio Santos.

BOA ABRE PLACAR

Primeiro tempo muito fraco. Do Guarani, apenas uma finalização de Rafael Silva que exigiu defesa de Fabrício.

O Boa Esporte também não havia criado, exceto a jogada pessoal do atacante Rodolfo, em chute certeiro de longa distância aos 41 minutos.

A falta de planejamento do Guarani implicou em trazer jogadores de nível técnico aceitável, como Paulinho e Rafael Silva, porém fora de ritmo de jogo.

Ambos ficaram devendo melhor rendimento, assim como se espera mais praticidade do meia-atacante Bruno Nazário.

Embora a distância do G4 tenha aumentado, matematicamente o Guarani continua no páreo por vaga de acesso, porém caso não haja substancial crescimento em suas atuações, inevitavelmente a campanha passará a ser de manutenção, até porque não corre risco de rebaixamento.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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