Opinião Victor Calça Pereira: Pré-época. E agora?
A grande maioria das equipas de futebol da velha Europa estão lentamente a regressar ao trabalho. Sonhos de centenas de atletas sobre o jugo da avaliação de diversos técnicos, que por seu lado, aspiram atingirem a equipa perfeita, praticar um futebol bonito e vencedor. Nesta fase tudo é possível, todos os objectivos são ainda alcançáveis. Dos mais realistas aos faraónicos, condenados ao fracasso desde o início. Métodos antigos e modernos serão postos à prova, para no final prevalecer a idéia que método favorito é aquele que vence.
Mas não deixa de ser curioso observar a reacção dos jogadores aos diferentes estilos metodológicos utilizados, entre a utilização da bola para “esconder” o trabalho essencialmente físico e, por outro dado, a bola como parte integrante de um trabalho táctico, onde o técnico começa a por em prática a sua idéia de jogar, isto é, o seu modelo de jogo. Quem sempre treinou seguindo o método tradicional não reclama das lesões musculares que o obrigam a parar ou a diminuir a intensidade do treino, pois sabe que é o preço a pagar devido à dureza das cargas e do volume de treino.
Por seu lado, quem já treinou através dos novos métodos, e agora tem que voltar a treinar segundo o método que privilegia os aspectos meramente físicos, sente a diferença. Nunca me esqueço do que dizia o coitado do Carlos Alberto quando deixou o Porto de Mourinho logo após se ter tornado campeão europeu para regressar ao Brasil. É que, para um jogador de topo, o futebol tem que ser muito mais do que passar a bola e correr. Sobretudo se correr sem rumo.
Saudações e um abraço lusitano.





































































































































