Metade do time brasileiro vai bem, outra metade fica devendo contra os venezuelanos

​Brasil vence por 3 a 1 e se reabilita da derrota para o Chile

Metade do time brasileiro vai bem, outra metade fica devendo contra os venezuelanos

Por: Agência Futebol Interior, 13/10/2015

A vitória da Seleção Brasileira sobre a Venezuela por 3 a 1 na noite desta terça-feira, em Fortaleza (CE), nos remete à reflexão de que metade da equipe rende o suficiente e outra metade fica devendo rendimento melhor.

Se o meia-atacante Willian assumiu a função de protagonista e teve uma das melhores atuações no time brasileiro, vê-se o meia Oscar destoando e se resumindo a alguns lampejos.

Se os volantes Elias e Luís Gustavo até se projetaram ao ataque para finalizações, o miolo de zaga mostrou-se vulnerável no jogo aéreo, e em uma das falhas os venezuelanos aproveitaram para marcar o gol de honra através de Christian Santos.

DANIEL ALVES

Há tempos Daniel Alves já não convence e o volume de jogo ofensivo pelo lado direito brasileiro ficou basicamente concentrado em Willian, ora revezando de posicionamento com Douglas Costa.

Sim, Douglas Costa, outro jogador que alterna algumas boas jogadas com outras até bisonhas.

Dirão por aí que o atacante Ricardo Oliveira confirmou a sua condição de artilheiro ao anotar o terceiro gol brasileiro.

Dirão por aí, mas a gente contesta aqui. O gol foi fruto de falha crucial do zagueirão venezuelano Amorebieta que perdeu o tempo da bola e deixou de interceptá-la.

No mais, Ricardo Oliveira perdeu um gol, movimentou-se muito pouco para fugir da marcação, e está claro que diante de uma zaga mais consistente não vai pegar na bola.

FELIPE LUÍS

Surpresa agradável foi o lateral-esquerdo Felipe Luís, que se mandou ao ataque e criou algumas boas jogadas.

Então, quando reclamam do decréscimo de rendimento da Seleção Brasileira, considerem que a qualidade do futebol do país caiu bastante e é o que se tem para o momento.

Assim, contra adversários mais qualificados, a dependência do talento do atacante Neymar vai aumentar.

Na Venezuela não se pode destacar um jogador sequer. É uma equipe sem criatividade, porém extremamente competitiva. Joga em alta velocidade, é solidária na marcação, mas comete falhas primárias.

No primeiro gol brasileiro aos 35 segundos, o chute de William era defensável e o goleiro Baroje espalmou mal. No segundo gol, houve vacilo de um venezuelano permitindo que o lateral Felipe Luís ganhasse a jogada. No terceiro gol a falha é atribuída exclusivamente ao zagueiro Amorebieta.