Taekwondo: Musa é esperança de medalha para o Brasil em 2016

A gata dos tatames também busca inovar fora das quadras

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 22 (AFI) - Talisca Reis (foto), 24 anos, brasileira, 1,74m e 53Kg. A medidas são perfeitas para falarmos de uma grande modelo internacional ou até mesmo para anunciarmos uma concorrente do concurso de miss Brasil. Porém, apesar da estatura e a notável beleza, não foi este o caminho adotado pela atleta.

É isso mesmo, Talisca é um dos principais nomes do Taekwondo feminino do Brasil e pode ser considerada uma grande esperança de medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Integrante da seleção brasileira e 19ª colocada no ranking mundial, a lutadora está na reta final de preparação para a disputa do Aberto do Canadá entre os dias 02 e 05 de maio.


Apesar de chamar a atenção fora dos tatames, Talisca acumula bons resultados na sua carreira: 3 ouros no brasileiro universitário; prata no Pan-americano e no Sul-americano de 2010; Prata nos Jogos Mundiais Militares de 2011 – e garante que os dotes femininos não atrapalham na hora das lutas.

“Eu fico muito feliz quando me tratam com musa, mas nunca pensei nisso. Claro que como mulher é sempre gostoso receber esse carinho quando eu vou para as competições, mas sou uma atleta e quando entro no tatame o que vale é a minha concentração em busca dos bons resultados”, disse Talisca.

Fernando Madureira, treinador da Seleção Brasileira e do campeão Pan-americano Diogo Silva, vem apostando suas fichas na jovem brasileira e acredita que a lutadora tem o biotipo perfeito para uma atleta de alto nível do taekwondo.

“Eu consegui bons resultados no passado, mas jamais estive tão focada para um ciclo olímpico como agora. Estou me cercando com pessoas de confiança e credibilidade no esporte para que eu possa me preocupar somente com os treinamentos e as competições. O apoio que meus treinadores e companheiros de treino vem dando para mim, é fundamental para realizarmos um grande ciclo olímpico, garantir a presença nos Jogos do Rio e chegar em condições de brigar por uma medalha. Acho que só depende de mim e irei me dedicar ao máximo para que o Brasil possa se orgulhar”, analisou Talisca.

A gata dos tatames também busca inovar fora das quadras. Mais uma vítima das dificuldades do esporte olímpico no país, Talisca é pioneira no Pódio Brasil, um projeto que incentiva a doação ou associação de pessoas física e jurídica a um determinado atleta, em troca de benefícios. Os adeptos ao projeto podem ‘adotar’ um atleta, doando qualquer quantia em dinheiro para ajudá-lo a viajar, comprar material de treinamentos ou até mesmo garantir sua renda mensal.

“Nós sabemos que o esporte olímpico no Brasil ainda passa por muitas dificuldades, então eu conheci a ideia do Pódio Brasil e achei fantástica. Em tempos onde notamos cada vez mais a indignação do povo nas mídias sociais, talvez esta seja uma plataforma inovadora para que todos possam ajudar o Brasil a figurar no topo do esporte. É a chance que todos os brasileiros tem de ajudar o seu país sem o intermédio da máquina pública”, finalizou Talisca.

 
 
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