Escândalo na CBF: Outra vez BWA é alvo de graves denúncias

Empresa produz ingressos em São Paulo e em todo o Brasil

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 22 (AFI) - O novo escândalo do futebol brasileiro, revelado num vídeo postado na internet, coloca em cheque várias pessoas que estariam envolvidas num amplo esquema amparado pela direção da CBF – Confederação Brasileira de Futebol. O atacante Romário, agora deputado federal pelo Rio de Janeiro, reforçou as denúncias num discurso antes do almoço na Câmara dos Deputados, em Brasília. A empresa BWA está, de novo, na mira da Justiça.

Mas quem formaria a quadrilha citada por Romário em seu inflamado discurso na Câmara dos Deputados, e Brasília? Marin e Marco Polo seriam a cabeça de um esquema, ou os maiores beneficiados com os “benesses” do cargo. Por trás deles, porém, existiram pessoas importantes para sustentar o esquema. Marco Polo del Nero não fez nada para investigar e, muito menos, para substituir a empresa BWA dentro da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Um deles é o deputado Vicente Cândido, do Partido dos Trabalhadores, que faria “o jogo sujo” da dupla da CBF, formatando leis e manipulando os colegas em Brasília a favor dos interesses dos mandatários da CBF. O deputado não teve seu nome mencionado por Romário, mas foi citado no vídeo do You Tube.

Ingresso falso vira dinheiro fácil
E o esquema denunciado neste momento para gerar receita rápida seria de uma possível “Máfia dos Ingressos”. Esta seria proporcionada pela empresa BWA, alvo de denúncias em outras ocasiões, inclusive pelo programa Fantástico, da Rede Globo.

Num jogo em São Paulo, por exemplo, envolvendo a presença de um clube grande no Interior, geraria a “venda extra” de perto de três mil ingressos falsos, que seriam encaminhados nas mãos do cambistas, num esquema muito bem elaborado e de fazer inveja as poderosas máfias italianas.

Num jogo, por exemplo, entre Ponte e Santos, a venda destes ingressos poderia gerar uma receita em dinheiro vivo de R$ 300 mil reais. Ou seja, um retorno rápido, bastando apenas gerar numa gráfica os ingressos falsos.

BWA não se pronuncia
Os irmãos Bruno e Walter Balsinelli são os donos da empresa BWA, responsável pela emissão de ingressos em São Paulo e em muitas Federações do Brasil, agora sob a cobertura da CBF. Mas estariam, segundo o “Vídeo do Marin” extrapolando em seus objetivos, movidos pela ganância de dinheiro e estimulados pela arrogância da impunidade.

O Portal Futebol Interior procurou a direção da BWA, em São Paulo, onde o atendimento foi passado para a empresa TUDDO Comunicação, do jornalista Olivério Junior. Nem esta assessoria de imprensa, porém, estaria falando sobre o caso para “defender os irmãos Balsinelli”. O caso seria tratado na esfera jurídica por um advogado. Até o momento, porém, nenhum pronunciamento foi feito pelo suposto advogado de defesa.