ONDE ANDA: Chilavert, polêmico e goleiro-artilheiro paraguaio

por Agência Futebol Interior

África do Sul. Nesta semana, vamos falar do ex-goleiro Jose Luis Chilavert, que ganhou notoriedade Campinas, SP, 02 (AFI) - O Onde Anda dá continuidade à série de especiais para a Copa do Mundo da vestindo a camisa do Vélez Sarsfield-ARG, da seleção paraguaia e marcando muitos gols. Longe dos gramados desde 2004, o ex-jogador apresenta vários quilos a mais, mas continua polêmico como sempre.

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Natural de Luque, cidade próxima à capital Assunção, Chilavert, ou simplesmente Chila, como é conhecido por seus fãs, iniciou a carreira profissional no Sportivo Luqueño, em 1980, quando tinha apenas 15 anos de idade. A estreia precoce no time principal já mostrava que a carreira do jogador daria o que falar.Após três anos pelo clube que o revelou, o goleiro teve uma rápida passagem pelo Guarani antes de

transferir-se ao San Lorenzo, da Argentina. Ele desembarcou em terras portenhas em 1984 e ficou no clube de Almagro até 1988.

Suas boas atuações pela equipe, acabaram chamando a atenção do Real Zaragoza, da Espanha, para onde seguiu em 1988. Foi atuando pelo clube espanhol que o polêmico jogador conseguiu marcar seu primeiro gol, em uma cobrança de pênalti contra o Real Sociedad. Lá, ele também ganhou suas primeiras oportunidades na seleção paraguaia.

Chilavert vive seu ápice
Após três anos no futebol europeu, Chilavert topou o desafio de voltar ao futebol argentino. Primeiramente, ele foi oferecido ao San Lorenzo, que rechaçou a ideia de sua volta. O Vélez Sarsfield, porém, decidiu contratá-lo e a parceria deu muito certo.Foram nove anos atuando no clube de Buenos Aires, com 341 jogos e 48 gols anotados. Recorde mundial,

Nos "Liniers", o goleiro viveu os melhores anos de sua carreira e se tornou conhecido mundialmente. até então. Além disso, conquistou quatro campeonatos argentinos, uma Libertadores (1994), Mundial Interclubes (1994), entre outros.

Pelo clube argentino, jogador também conquistou importantes prêmios individuais. Foi o melhor jogador do Argentino de 1996, melhor jogador da América do Sul no mesmo ano e três vezes melhor goleiro do mundo, segundo a Federação de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). Neste período, ele ainda disputaria sua primeira Copa do Mundo pelo Paraguai, na França, em 98.

Em 2001, ele deixou o Vélez e iniciou o declínio em sua carreira. De 2000 a 2002, defendeu o Racing Strasbourg, onde ainda conquistou uma Copa da França, em 2001. Mas com dificuldades de manter o peso e muitos problemas extra-campo acabou tendo pouco sucesso. No Mundial de 2002 (Japão-Coreia), teve participação pífia, chegando a ser apelidado de "buda" por conta do peso.

Declínio e aposentadoria
Seu jogo de despedida, em 15 de dezembro de 2004, contou com grandes estrelas sul-americanas, como Iván Zamorano, Carlos Valderrama, René Higuita, Enzo Francescoli e Alex Aguinaga. O jogo aconteceu no Estádio José Almafitani, casa do Vélez. Ele termninou sua trajetória como jogador com 546 jogos oficiais e 62 gols, atrás apenas do são-paulino Rogério Ceni, que hoje tem 89.

No final de sua carreira, ainda teve passagens pelo Peñarol, do Uruguai, e Vélez Sarsfield, onde encarrou a carreira em 2004. Pela seleção nacional, ele pendurou as chuteiras em 2003, com a incrível marca de oito gols, em 74 partidas.

Após a aposentadoria, já foi comentarista em um canal de TV norte-americano, na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e se aventurou com consultor da Federação de Futebol do Paraguai. Hoje, ele empresaria jogadores em seu país e promete alçar voos mais altos: quer ser presidente do Paraguai. Polêmica para um bom debate ele tem de sobra.