Polêmica! Agente Fifa reprova as mudanças na Lei Pelé

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 25 (AFI) - A proposta de mudanças na Lei Pelé (Lei 9.615/98) e de revogação da lei 6.354/76, que trata das relações de trabalho do atleta profissional, promovida pelo Poder Executivo e apoiada pelo relator senador Álvaro Dias (PSDB_PR), tem causado polêmica entre Agentes de Futebol Fifa - credenciados pela entidade máxima do futebol.

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A votação será realizada por quatro comissões - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e Comissão de Educação, Esporte e Cultura. Estas serão responsáveis pela decisão de validar ou não o projeto de Lei da Câmara (PLC9/10), na próxima quarta-feira, que trará mudanças significativas na vida profissional do atleta.

Menores sem agentes
De acordo com a nova proposta, os jogadores menores de 18 anos não terão mais o direito de serem agenciados por empresários. Isso impedirá, de acordo com o agente de futebol Fifa, Max Vianna (foto), que o jogador tenha uma acompanhamento profissional que favoreça seu futuro no esporte.

“Primeiro que essas mudanças, caso sejam aprovadas, só irão favorecer os clubes. Portanto, é uma iniciativa promovida pelos clubes que querem retirar os empresários do cenário e impedir que os atletas tenham uma estrutura profissional”, afirmou Vianna.

O projeto de Lei da Câmara (PCL9/10) também trará mudanças significativas na vida profissional do atleta vinculado ao clube, que terá o direito de assinar o primeiro contrato profissional com o jogador.

Portanto, se o clube formador for impedido do direito por oposição do atleta, poderá cobrar do jogador uma multa de até 200 vezes do valor investido em sua formação durante as categorias de base.

“É justo que o clube formador seja ressarcido pela perda do atleta, até porque houve investimento. No entanto, há contradições, porque o clube quer manter uma relação profissional como atleta, mas não quer que ela tenha uma gestão profissional que viabilize sua carreira”, defende o agente de futebol Fifa Max Vianna que destaca o exemplo do craque Neymar.

“Esse negócio que empresário só quer sugar o jogador é lenda, até porque os contratos estipulados pela Fifa é de dois anos e a opção de renovar cabe ao jogador. O que nós fazemos é dar suporte ao jogador. Exemplo disso é o Neymar, do Santos, que se não tivesse uma boa gestão profissional não teria a base necessária para desfrutar do atual sucesso merecido”, concluiu Vianna.

Respeito à Constituição e Instituições
Já o agente Fifa, Nenê Zini, de Campinas, entende que a nova proposta deverá respeitar a Constituição Federal e as normas da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“A mudança, caso entre em vigor, irá fazer com que o profissional se enquadre em novos padrões previstos em lei, e isso irá favorecer os bons profissionais do mercado. Além disso, é importante entender que cada pessoa tem o direito de ser representada legalmente por alguém”, afirmou Nenê Zini, sem querer polemizar, mas alertando sobre a necessidade das leis respeitaram as instituições estabelecidas.