ONDE ANDA: Roberto Baggio, homem que "deu" o tetra ao Brasil

por Agência Futebol Interior

Anda, o Futebol Interior traz um jogador que fez muito brasileiro chorar... Mas de Campinas, SP, 20 (AFI) - Dando sequência a série especial da Copa do Mundo do Onde alegria. Estamos falando do craque italiano Roberto Baggio, meia que perdeu o pênalti que deu o tetracampeonato ao Brasil na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos e, hoje, leva uma vida tranquila, longe do futebol.Nascido na pequena e bucólica Caldogno, na província de Vicenza na Itália, Roberto

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Baggio tem atualmente 43 anos. O conhecido, é considerado por muitos um dos maiores jogadores da Itália, apesar da Il Cordino Divino (o Rabo de Cavalo Divino), como é tragédia de 94. Para Gianni Brera, um dos cronistas mais respeitados da Velha Bota, o meia foi o melhor jogador italiano que já vira ao lado de Giuseppe Meazza.

Em sua carreira que durou mais de duas décadas, Baggio acumulou feitos impressionantes. Disputou três copas pela Azzurra, sendo o único jogador a marcar gols em três mundiais pelo país (1990, 1994 e 1998). Ele disputou 56 jogos e marcou 27 gols pela seleção.Além disso, faz parte de um seleto grupo que vestiu a camisa das três maiores

agremiações italianas: Juventus, Milan e Inter. Ele ainda ganhou a Revista France Football, e o prêmio de Malhor do Mundo da Fifa, ambos em 1993, como o Bola de Ouro, da melhor jogador do mundo.Antes de conquistar todos esses prêmios, o jogador deu seus primeiros chutes na bola

O Início
como profissional, ainda no início da década de 80. Ele começou no Vicenza, em 1982, ainda pelas divisões inferiores do italiano. Após conquistar o acesso com a equipe em 85, Baggio foi contratado pela Fiorentina.Foi pela equipe de Florença, onde o meia conseguiu suas primeiras convocações para a

seleção italiana. Embora não tenha conquistado títulos, o jogador conseguiu dar a volta por cima. Em seu primeiros anos no clube, sofreu uma grave lesão no joelho, que o perseguiria por toda carreira. Neste período difícil de quase dois anos, ele encontrou refúgio na religião budista, da qual é seguidor até hoje.

A partir da temporada 89/90, Baggio se reencontrou com o bom futebol e chegou a levar a Fiorentina ao vice-campeonato da Copa da Uefa. Seus belos gols, despertaram o interesse da Juventus, que acabou contratando-o em 1990. A transferência foi contra a vontade do meia e causou grande polêmica e protestos por parte dos torcedores de Florença.

Pela Vecchia Signora, porém, ele viveria os melhores momentos de sua carreira. Pela equipe de Turim, ele conquistou a Copa da Itália (95), a Copa da Uefa (93) e o Campeonato Italiano (94-95). Foi nesta época também, que conseguiu os prêmios de melhores do mundo. Ele disputou 141 jogos e 78 gols pela equipe.

Declínio
das lesões e do fracasso na Copa de 94, que o abalou muito. Contratado a pedido do Em 1995, o Milan contratou o jogador, que começava sua decadência, sobretudo por conta poderoso Silvio Berlusconi, Baggio não conseguiu ter o mesmo desempenho dos anos anteriores. Conquistou apenas o scudetto de 95-96, além de ter feito 12 gols em 51 jogos.Em 1997, Baggio decidiu deixar o time rossonero, com a chegada de Arrigo Sacchi. Foi o treinador quem o deixara fora da Eurocopa de 1996. Ele se transferiu ao modesto Bologna, mas atuar a temporada 97-98 por um clube pequeno garantiu a convocação para a Copa de 98, na França. Estrela do time, ele marcou 22 gols no Campeonato Italiano.



Após a trajetória destacada, o jogador foi contratado pela Inter de Milão, onde atuou por duas temporadas sem grande destaque. Em 2001, ele topou o desafio de jogar pelo Brescia, outra equipe pequena em sua carreira. Após sofrer uma lesão, o atleta voltou com tudo e quase levou o time modesto à Copa da Uefa, em seu primeiro ano.As boas atuações pelo Brescia quase o levaram à Copa do Mundo de 2002. Isso não fosse uma entrada do zagueiro brasileiro Fábio Bilica, do Venezia. Mas ele conseguiu vencer outra contusão e conseguiu feitos importantes. Marcou seu gol de número 300 e deixou o clube com a melhor média de gols de sua carreira, 95 jogos e 45 gols.



Na partida que marcou a sua despedida, em 16 de maio de 2004, contra o Milan no San Siro, foi substituído a dois minutos do fim para ser aplaudido por três minutos pelas 80.000 pessoas presentes no estádio. Após a partida, sua camisa 10 seria aposentada pelo Brescia, que seria rebaixado à segunda divisão.Após a aposentadoria, Baggio desligou-se do futebol. Ele comprou uma fazenda na Argentina, onde muitas vezes vai passar algum tempo para relaxar e desfrutar de caça, um de seus passatempos favoritos. Além disso, tornou-se um fiel torcedor do Boca Juniors.



Paixão pelo Boca e retorno!
Perguntado, como despertou paixão pelo Boca, ele deu um depoimento tocante: "Como eu me tornei um fã do Boca? É uma história interessante. Um domingo chuvoso, eu estava em minha casa com um amigo meu e eu vi um jogo na TV. O resultado foi 4 a 0, e foi jogado na La Bombonera. A TV mostrava os seus fãs: eles dançavam, cantavam, eles giravam bandeiras e faixas. A alegria era contagiante. Eu disse ao meu amigo: 'É bonito fazer isso quando seu time está ganhando'. E ele virou para mim e disse: 'Roberto, você está assistindo? Boca está perdendo por 4 a 0'. A partir desse momento, o Boca se tornou a minha equipe. Aquele estádio que me dá sensações incríveis".Depois de seis anos longe dos gramados, Baggio admitiu em uma entrevista em fevereiro de deste ano, que está pronto para voltar ao futebol. Ele não descarta ser treinador. Se for tão bom quanto foi com a bola nos pés...