Onde Anda: Robgol, ex-artilheiro de Bahia, Paysandu e Santos

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 21 (AFI) - Ademir da Guia, Túlio Maravilha e até mesmo Pelé são alguns dos expoentes do futebol que se aventuraram na política. Este diálogo é constante e, recentemente, ganhou mais um nome. José Róbson Nascimento, ou simplesmente Robgol, deixou os campos para virar deputado estadual no Pará, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 2008.

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Nascido em 10 de maio de 1969, o atacante completou 40 anos em 2009 e tentará se reeleger no mandato. Sua carreira pelo futebol, principalmente com as camisas de clubes nordestinos e nortistas, jamais será esquecida. Seu melhor momento foi no Paysandu, em 2003, mas vestiu várias camisas antes de defender o Papão na Libertadores.

Róbson foi revelado pelo Náutico, em meados de 1993, quando marcou os gols da vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz. Foi, a partir daí, que recebeu o apelido de Robgol, em alusão ao argentino Batistuta, apelidado de Batgol pela mídia italiana, quando vestiu a camisa da Fiorentina. Depois do Timbu, jogou por Independente de Limeira, Mirassol, ABC e Potiguar, antes de chegar ao Bahia.

No Tricolor baiano, conquistou seus primeiros dois títulos como profissional: as Copas Nordestes de 2001 e 2002. Na campanha, foi o principal goleador, o que chamou a atenção do Paysandu, que foi buscá-lo em 2002. A escolha não poderia ser mais acertada.

O auge!
Foi com a camisa do Papão que Robgol deslanchou. Com 32 anos, foi destaque no Campeonato Paraense e, principalmente, na Libertadores da América, quando marcou sete gols e foi um dos artilheiros da competição. O Paysandu foi eliminado nas oitavas-de-final, pelo Boca Juniors, após uma vitória por 1 a 0 em La Bombonera e uma derrota por 4 a 2 em Belém. Naquele time, jogavam Iarley, Vélber e outros.

Ainda pelo Paysandu, Robgol seguiu marcando gols até o fim de 2003. Chegou até a marcar três gols em cima do São Paulo, numa goleada por 5 a 2, no Mangueirão. Depois de tanto sucesso, recebeu a primeira oportunidade em um grande clube: foi contratado pelo Santos.

A passagem pela Vila Belmiro, que tinha tudo para ser histórica, foi péssima. Foi titular no início da era Leão, mas perdeu espaço, mesmo jogando ao lado de Diego, Elano e Robinho. Com a chegada de Vanderlei Luxemburgo, foi dispensado e rodou por Sport e Juventude, onde não conseguiu se estabelecer. No fim do ano, teve de voltar ao Paysandu.

Novamente em Belém, recuperou a forma e passou a marcar vários gols. Inclusive, foi o vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 21 gols, atrás apenas de Romário, que fez 22. Rogbol ficou no Papão até meados de 2007, quando decidiu ingressar na carreira política e preferiu abandonar o futebol, aos 38 anos de idade.

 
 
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