Copa América: Reverenciado no Peru, técnico argentino tenta fazer história

O Registro Nacional de Identificação e Estado Civil do Peru decidiu naturalizar Ricardo Gareca de maneira simbólica

por Agência Estado

São Paulo, SP, 07 - Os peruanos idolatram o técnico Ricardo Gareca a ponto de considerá-lo um conterrâneo. O Registro Nacional de Identificação e Estado Civil do Peru decidiu naturalizar o argentino de maneira simbólica.

O órgão criou um Documento Nacional de Identidade (DNI), algo como o RG do Brasil, como se Gareca fosse, de fato, peruano. Como estrangeiro, o técnico de 61 anos possui um cartão de imigração. "DNI de um peruano de coração", escreveu o órgão estatal em sua página no Facebook.

"Após tantas coisas importantes que Gareca realizou com a seleção do país, ele se tornou mais um peruano", afirma a jornalista peruana Ivi Pozo.

É O CARA
Essa admiração não é efêmera. Após a classificação para a Copa do Mundo da Rússia, Gareca ganhou uma estátua juntamente com o atacante Guerrero em San Miguel, perto da capital Lima.

O técnico Ricardo Gareca goza de muita admiração do povo peruano
O técnico Ricardo Gareca goza de muita admiração do povo peruano
A homenagem foi uma iniciativa da prefeitura com o apoio dos moradores. Mais de 70% dos habitantes concordaram em investir US$ 6 mil (cerca de R$ 23 mil) na obra em tamanho natural.

O argentino de Tapiales conquistou o coração dos peruanos encerrando jejuns históricos. A vaga na final da Copa América veio depois de 44 anos. Gareca ganhou a estátua, pois a seleção não se classificava para uma Copa do Mundo havia 36 anos.

SOBROU
Em uma votação realizada pelo jornal El País, do Uruguai, no ano passado, Gareca ficou com o prêmio de "técnico do povo", com 49,55% dos votos contra 21,09% de Tite, o segundo colocado. Entre os atletas, ele tem a fama de pedir coisas simples, como transição rápida entre a defesa e o ataque em um tradicional 4-4-2.

"Ele tem ideias modernas, conversa bastante com os jogadores e gosta que o time jogue para a frente", comentou o meia Allione, comandado por Gareca no Vélez Sarsfield (2011 e 2013) e no Palmeiras (2014).

Sua passagem de três meses pelo Palmeiras não deixou saudades. A diretoria atendeu seus pedidos e trouxe quatro compatriotas: Tobio, Allione, Mouche e Cristaldo. Em 13 jogos, foram quatro vitórias, um empate e oito derrotas. O time brigou para não cair naquele Brasileirão.