Seleção FI do Brasileirão tem laterais improvisados e ataque velocista

Com Gilberto na direita, Apodi e Daniel Alves vão atuar mais adiantados

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 07 (AFI) - O final de semana não foi nada bom para os mandantes na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nos dez jogos realizados, apenas dois times conseguiram fazer o dever de casa: CSA e São Paulo. Fora isso, aconteceram três empates e cinco vitórias dos visitantes.

O Flamengo afundou ainda mais a Chapecoense e contou com tropeço do Palmeiras diante do Atlético-MG para abrir cinco pontos de vantagem na liderança. Já Santos e Corinthians se firmaram entre os quatro melhores, enquanto São Paulo e Internacional completam o G6. A zona de rebaixamento é composta por CSA, Cruzeiro e Avaí, além da Chape.

O Flamengo disparou na liderança do Brasileirão ao vencer a Chapecoense em Chapecó
O Flamengo disparou na liderança do Brasileirão ao vencer a Chapecoense em Chapecó
A escalação da Seleção FI da rodada ficou assim: Éverson (Santos); Gilberto (Fluminense), Leonardo Silva (Atlético-MG), Gil (Corinthians) e Renê (Flamengo); Nonato (Internacional), Léo Cittadini (Athletico-PR) e Daniel Alves (São Paulo); Apodi (CSA), Michael (Goiás) e Bruno Henrique (Flamengo). Técnico: Ney Franco (Goiás).

CONFIRA A SELEÇÃO DA 23ª RODADA

Goleiro: Éverson (Santos)

Apesar de Tailson ter deixado o campo como herói por ter marcado o gol da vitória, o grande destaque foi Éverson. O goleiro fez uma grande defesa no pênalti cobrado por Rossi quando o jogo ainda estava empatado sem gols e fez outras intervenções. Além disso, contou com a sorte quando a bola bateu no travessão em finalização de Andrey.

Éverson defendeu pênalti de Rossi quando a partida ainda estava empatada
Éverson defendeu pênalti de Rossi quando a partida ainda estava empatada
Lateral-direito: Gilberto (Fluminense)

De volta ao time com moral, com mais confiança e mais participação nas jogadas. Tanto que de seus pés nasceu o gol de Yony González, que deu a vitória ao Flusão no Clássico Vovô, por 1 a 0. Esta foi a segunda vitória do Tricolor sob comando de Marcão, substituto de Oswaldo Oliveira, após aquela maldosa ação de PH Ganso.

Zagueiro: Leonardo Silva (Atlético-MG)
Foi o grande comandante da defesa atleticana no empate contra o Palmeiras. O Galo entrou com um novo sistema, com cinco homens na linha de defesa, e teve um grande desempenho muito por conta das atuações dos seus homens de defesa. Atuando na sobra, Leonardo Silva apareceu bem para cortar os ataques mais perigosos do Verdão e saiu como um dos melhores em campo.

Zagueiro: Gil (Corinthians)
Teve muito trabalho para segurar o Grêmio em Porto Alegre, mas cumpriu a missão com sucesso, ao lado de Manoel, que também fez boa partida. Líder do elenco, orientou o posicionamento dos companheiros, interceptou lances de perigo e com certeza deixou Carille muito satisfeito com o desempenho defensivo corintiano.

Lateral-esquerdo: Renê (Flamengo)
Teve a missão de substituir Filipe Luis e mostrou que o Flamengo está bem servido na lateral esquerda. Na vitória sobre a Chapecoense, Renê teve uma função mais de marcador, para deixar Rafinha solto para atacar. E deu conta do recado.

Daniel Alves foi um dos destaques do São Paulo na vitória sobre o Fortaleza
Daniel Alves foi um dos destaques do São Paulo na vitória sobre o Fortaleza
Volante: Nonato (Internacional)

Não sentiu o peso de vestir a camisa do Internacional apenas com 21 anos. No empate com o Cruzeiro, mostrou categoria ao aproveitar boa troca de passes e abriu o placar para o Colorado no Mineirão. Foi substituído no início do segundo tempo por contusão, mas mesmo assim merece presença na Seleção FI.

Meia: Léo Cittadini (Athletico-PR)
Foi um achado do técnico Tiago Nunes, que resolveu colocá-lo de titular quando o Furacão não atravessava um bom momento na temporada. O ex-meia de Santos, Guarani e Ponte Preta é um dos jogadores mais regulares do bom time paranaense. Contra o Bahia, marcou um gol e ainda teve outras oportunidades.

Meia: Daniel Alves (São Paulo)
Foi muito participativo, principalmente quando achou alguns bons passes na defesa do Fortaleza, sempre com muito inteligência. Ainda mostrou poder de decisão na bola parada ao dar a assistência para o gol marcado por Pablo no primeiro tempo, em momento no qual o time já demonstrava cansaço durante o primeiro tempo.

Atacante: Bruno Henrique (Flamengo)
Um dos titulares mantido pelo técnico Jorge Jesus para enfrentar o lanterna Chapecoense. E correu como se fosse uma decisão, tanto que teve um gol anulado, marcou outro e participou ainda de um lance curioso. Pegou uma bola deixado pelo goleiro Tiepo no chão, na reposição da jogada. E quase marcou o gol. De quebra, o Mengão abriu maior vantagem em relação ao palmeiras, vice-líder: cinco pontos.

Atacante: Apodi (CSA)

Oficialmente é lateral-direito, mas corre o campo inteiro e é uma das principais armas do CSA na luta contra o rebaixamento. Ele aparece bem no ataque para tirar o time de trás. No duelo direto contra o Avaí criou as principais jogadas de ataque da equipe alagoana e viu premiado com um gol nos acréscimos em seu melhor estilo, a jogada em velocidade.

Ney Franco fez o Goiás emplacar a quarta vitória seguida e se distanciar da zona de rebaixamento
Ney Franco fez o Goiás emplacar a quarta vitória seguida e se distanciar da zona de rebaixamento
Atacante: Michael (Goiás)

O baixinho continua fazendo a diferença para a reação goiana neste returno do Brasileirão. Mais uma vez ele marcou o gol que deu a quarta vitória do Goiás, por 1 a 0, deste vez em cima do Ceará em plena Arena Castelão. Michael aproveitou o descuido da defesa do Vovô para invadir a área e finalizar. Aliás, como finaliza bem.

Técnico: Ney Franco (Goiás)

É o técnico que atravessa a melhor fase no Brasileirão neste início de returno. Completou quatro vitórias seguidas ao bater o Ceará, por 1 a 0, no Castelão.

Interessante que nesta rodada, o Fluminense teve Marcão efetivado como técnico no lugar de Oswaldo Oliveira e o mesmo Tricolor das Laranjeiras derrubou o técnico do Botafogo, após vencer o Clássico Vovô (mais velho do Brasil – desde 1905). Caiu Eduardo Barroca, de apenas 37 anos, mais uma vítima da falta de estrutura, organização e planejamento do futebol brasileiro.