No 4-5-1, Seleção FI do Brasileirão tem heróis da última rodada

O técnico da última seleção é Claudinei Oliveira, que deu a volta por cima na Chapecoense após "rebaixar" o Paraná

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 03 (AFI) - O Campeonato Brasileiro chegou ao fim neste domingo com a realização de oito jogos - dois haviam acontecido no sábado - e as últimas definições aconteceram. Sport e América-MG foram rebaixados, enquanto Chapecoense, Fluminense e Vasco da Gama escaparam. Já lá em cima, o Grêmio garantiu a vaga direta para a Copa Libertadores e o São Paulo vai precisar disputar a eliminatória.

A última Seleção FI do campeonato vem recheada de heróis, que ajudaram seus times na luta contra o rebaixamento e também na classificação para a Copa Libertadores. O principal deles atende pelo nome de Júlio César. Com direito a pênalti defendido, o goleiro foi o responsável pela permanência do Fluminense na elite. Quem vai comandar os melhores da última rodada é Claudinei Oliveira, que deu a volta por cima na Chapecoense após péssima campanha no Paraná.

Assim, a Seleção FI vem escalada com: Júlio César (Fluminense); Emerson (Atlético-MG), Douglas (Chapecoense), Werley (Vasco) e Raul Prata (Sport); Richard (Fluminense), Maicon (Grêmio), Lucho González (Atlético-PR), Jhonny Lucas (Paraná) e Cazares (Atlético-MG); Dudu (Palmeiras). Técnico: Claudinei Oliveira (Chapecoense).

CONFIRA A SELEÇÃO ABAIXO

Goleiro: Júlio César (Fluminense)
Teve uma tarde inesquecível no sagrado gramado do Maracanã. Um dos poucos jogadores que escaparam ilesos na desastrosa temporada do Fluminense em 2018, foi o principal destaque da vitória sobre o América-MG, por 1 a 0, mesmo sem fazer gol. Defendeu um pênalti ainda no primeiro tempo e, logo em seguida, defendeu uma finalização a queima-roupa de Luan, salvando o tricolor. Ao final do jogo, que decretou a permanência do time na elite, foi um dos mais abraçados.

Lateral-direito: Emerson (Atlético-MG)

Um dos principais responsáveis pela campanha que levou o Atlético-MG de volta à Copa Libertadores. Chegou para a disputa do Brasileirão debaixo de muita desconfiança, mas rapidamente assumiu a titularidade e deu conta do recado. Contra o Botafogo, deu a assistência para Cazares marcar o gol da vitória. Terminou o ano em alta e sendo sondado por grandes clubes europeus. Sua passagem pelo Galo deve ser rápida.

Zagueiro: Douglas (Chapecoense)

Tudo bem que o São Paulo não ameaçou muito ao longo dos 90 minutos, mas quando precisou estava bem postado lá atrás. Além disso, como todo capitão precisa fazer, passou tranquilidade aos companheiros em um jogo de extrema tensão para a Chapecoense, que corria o risco de ser rebaixada. No final, deu tudo certo.

Zagueiro: Werley (Vasco)
Não que ele tenha sido o ‘máximo’ dentro do Castelão lotado, mas representou a eficiência vascaína no seu objetivo de atingir o seu objetivo nesta última rodada: evitar o rebaixamento. O técnico Alberto Valentim armou um esquema defensivo para não correr riscos. E deu certo. Werley fez a parte dele.

Lateral-esquerdo: Raul Prata (Sport)
Com muito empenho, o lateral do Sport foi um pilar do time pelo desempenho seguro durante os 90 minutos da vitória sobre o Santos. Apesar de a permanência não ter sido conquistada, as atuações de Raul nesta reta final de campeonato foram positivas. Na vitória sobre o Santos, neste domingo, o jogador apoiou muito bem o time no ataque e dificultou as ações ofensivas do time paulista.

Volante: Richard (Fluminense)
O meio-campista tem uma trajetória que culminou com um dos gols mais importantes do ano do Fluminense. Contratado junto ao Atibaia e acertado com o Corinthians, teve a confiança na reta final, mesmo negociado. Com personalidade, ele chamou a responsabilidade e acabou premiado com o tento que encerrou o jejum de oito jogos sem marcar e culminou na permanência do time carioca na elite do Brasileirão.

Volante: Maicon (Grêmio)

Everton fez fumaça pra cima da defesa corintiana e Jael marcou o gol da vitória, mas quem comandou as ações do jogo foi Maicon, que jogou à frente de Cícero e cumpriu muito bem a função. Com qualidade no passe, distribuiu a bola com inteligência e armou uma série de jogadas perigosas, sem contar as boas invertidas de jogo. Além disso, foi protagonista no lance do gol. Começou a jogada acionando Ramiro. Depois, recebeu de Alisson e cruzou para Jael marcar.

Volante: Lucho González (Atlético-PR)
O Atlético-PR estava perdendo por 1 a 0 para o Flamengo, mas estava jogando bem. Ainda assim, faltava alguma coisa. Aos 18 minutos, Tiago Nunes tirou Diego ferreira para colocar Lucho González. No seu primeiro lance em campo, aos 19, o argentino participou de uma linda troca de passes e deu a assistência para Rosseto empatar. Aos 25, tocou para Rony marcar um golaço. Mudou a história do jogo, com personalidade e qualidade no passe.

Meia: Jhonny Lucas (Paraná)
Se tem alguém no Paraná Clube que termina o ano em alta é Jhonny Lucas. Sondado por clubes de fora e do Brasil, o meia de 18 anos pode ter feito sua última partida com a camisa tricolor neste domingo e se despediu com um golaço no último minuto, que deu o empate diante do Internacional. O próprio técnico Dado Cavalcanti admitiu a possibilidade de perdê-lo.

Meia: Cazares (Atlético-MG)

Levir Culpi fez o equatoriano reencontrar seu bom futebol. Foi nítida sua evolução nesta reta final. Fez o gol que garantiu o Atlético-MG na Copa Libertadores do ano que vem ao chutar, de primeira, cruzamento rasteiro de Emerson. Contestado ao longo do campeonato, mostrou que pode ser muito importante ao Galo se mantiver a regularidade.

Atacante: Dudu (Palmeiras)

Sem dúvida nenhuma é o melhor jogador do campeonato e merecia um lugar na última Seleção FI do Brasileirão. E fez por merecer. Deu duas assistências para três gols do Palmeiras na vitória sobre o Vitória, por 3 a 2, no Allianz Parque. Faltou fazer o seu, mas por falta de tentativa é que não foi.

Técnico: Claudinei Oliveira (Chapecoense)
O treinador conseguiu guiar a Chapecoense a mais uma vitória nesta reta final de Brasileirão, o que livrou a equipe catarinense do rebaixamento, passo importante para o planejamento de reestruturação do clube. Apesar de não ter vingado no Paraná, Claudinei Oliveira conseguiu um bom desempenho pela Chape, principalmente com os resultados impecáveis nas três últimas rodadas no torneio.

 
 
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