Seleção FI do Brasileirão mescla experiência com juventude e chama gol de bola parada

Otero, em duas belas cobranças de falta, foi o destaque do Atlético-MG na vitória contra o Grêmio

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 03 (AFI) - O Campeonato Brasileiro terminou neste domingo. O campeão Corinthians fechou o ano perdendo para o Sport, enquanto o vice-líder Palmeiras acabou goleado pelo Atlético Paranaense. O destaque da rodada foi a Chapecoense, que conquistou a vaga na Libertadores rebaixando o Coritiba com um triunfo por 2 a 1. O Avaí também caiu ao empatar com o Santos por 1 a 1.

A Seleção FI vem com os destaques dessa última rodada. Otero foi o grande nomes com duas cobranças de falta de tirar o chapéu. A equipes chamou a atenção por ter três promessas do futebol brasileiro, casos de: Ribamar, do Atlético-PR, Jean Pyerre, do Grêmio, e Paulinho, do Vasco da Gama.

O técnico escolhido para comandar a equipe foi Gilson Kleina, que levou a Chapecoense para a Copa Libertadores da América de 2018. O treinador arrumou a casa, e conquistou uma marca importante para um clube que passou inúmeras dificuldades neste ano.

Confira a Seleção FI da última rodada do Brasileirão:

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Goleiro: Kléver (Atlético-GO)
O goleiro foi fundamental para a despedida de 'cabeça erguida' do Atlético-GO. Mesmo rebaixado, o clube conseguiu empatar por 1 a 1 com o Fluminense dentro de casa na última rodada. Kléver não conseguiu impedir o golaço de Wendel no início do jogo, mas depois fez pelo menos três milagres incríveis para assegurar o placar, em chutes de Sornoza, Lucas e Matheus Alessandro.

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Lateral-direito: Apodi (Chapecoense)

Usou e abusou de sua velocidade para atrapalhar os planos do Coritiba de evitar o rebaixamento. Deu piques para aliviar a defesa; chutou uma bola no travessão e depois ainda deu um toquinho perfeito para túlio de Melo marcar o gol da vitória sobre o Coritiba, por 2 a 1, em Chapecó. Isso já nos acréscimos, aos 49 minutos. O meia Canteros também teve uma grande atuação nesta partida.

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Zagueiro: Rafael Vaz (Flamengo)
O zagueiro Rafael Vaz não teve vida fácil contra o desesperado Vitória, que veio para cima, mas o defensor foi muito bem protegendo o Flamengo e realizou vários cortes. Rafael Vaz ainda marcou o gol de empate do Rubro-Negro, acertando um bom chute da grande área.

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Zagueiro: Henrique (Fluminense)

A posição de zagueiros esteve carente nesta última rodada, mas Henrique conseguiu sobressair no empate por 1 a 1 com o Atlético Goianiense. O jogador foi o líder nos desarmes e ainda tentou ajudar a equipe no setor ofensivo. Poderia ter deixado o seu para fechar o ano com estilo, mas acabou sendo um dos destaques do Flu.

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Lateral-esquerdo: Mena (Sport)

Jogando um pouco mais adiantado, como um meia pela esquerda, fez uma bela dupla com Sander. Muito bem entrosados, os jogadores trocam de posição constantemente e servem como boas opções defensivas e ofensivas. O chileno não comprometeu quando exigido atrás. Tanto que terminou com três roubadas de bola. Além disso, fez o cruzamento para o gol de André.

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Volante: Jucilei (São Paulo)
Em tarde de festa no Morumbi, Jucilei novamente ditou o ritmo de jogo no meio campo do São Paulo. Na despedida de Lugano o volante fechou os espaços do Bahia, desarmou as principais peças do adversário e mostrou mais uma vez que merece continuar no clube em 2018. Petros também vinha fazendo uma grande partida, mas acabou expulso após o apito final.

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Volante: Pedro Castro (Avaí)
Foi o bastião da resistência do Avaí contra o rebaixamento na reta final do Campeonato Brasileiro. Com grande qualidade na marcação e na saída de bola, o volante foi um dos destaques do time catarinense após a fraca campanha. Contra o Santos, time no qual foi revelado, marcou o gol mais bonito da última rodada.

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Meia: Otero (Atlético-MG)
Para muitos o melhor cobrador de faltas em atividade no futebol brasileiro. Otero cresceu muito após passar por uma adaptação no país e fechou o ano em grande momento no Atlético Mineiro. Na vitória por 4 a 3 diante do Grêmio, deixou sua marca em duas oportunidades. A última em um golaço do meio da rua, aos 53 minutos da etapa complementar. Por muito pouco ainda não marcou um gol olímpico para selar sua brilhante atuação.

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Meia: Jean Pyerre (Grêmio)
Com os titulares poupados após a conquista da Libertadores da América, coube aos jogadores da base representarem o Grêmio na última rodada. Foi aí que Jean Pyerre chamou a responssabilidade e por muito pouco não saiu de campo como herói. Ele deu uma assistência e marcou um gol na derrota por 4 a 3 para o Atlético-MG. Mostrou que pode ser importante para Renato Gaúcho num futuro próximo.

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Atacante: Ribamar (Atlético-PR)
O Atlético Paranaense passou por cima do Palmeiras neste domingo. Na vitória por 3 a 0, quem brilhou foi Ribamar. O atacante abriu o placar, ao tocar por cima de Fernando Prass, logo aos cinco minutos. Ainda sofreu o pênalti, convertido por Éderson. Mina e Luan vão ter pesadelo com o rápido atacante do Furacão.

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Atacante: Paulinho (Vasco da Gama)
A jovem promessa vascaína de apenas 17 anos mostrou que tem estrela. Apesar da pouca experiência não fugiu da "briga" e chamou a responsabilidade em diversos momentos. Finalizou com perigo duas vezes. Marcou o primeiro gol da vitória e poderia ter acabado com mais uma assistência, mas o gol de Yago Pikachu foi anulado por impedimento. Além disso, ajudou a recompor o lado esquerdo e foi participativo na marcação com três roubadas de bola.

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Técnico: Gilson Kleina (Chapecoense)
O futebol, além de emocionante, também é irônico. Nesta última rodad do Brasileirão, o destaque ficou ara o técnico da Chapecoense que, de uma só vez, juntou várias conquistas. Completou uma série invicta de 10 jogos – com seis vitórias e quatro empates – e de quebra fez a melhor campanha do time no Brasileirão, desde 2014 quando subiu à elite. Ficou em oitavo lugar, com 54 pontos.

Esta posição garantiu ao time catarinense uma vaga na fase preliminar da Copa Libertadores da América. Vai disputar a competição pelo segundo ano seguido, uma vez que participou dela em 2017 (por ter sido campeão da Copa Sul-Americana em 2016).

Por ironia, Kleina veio da Ponte Preta, que acabou rebaixada. E, em campinas, cometeu seus erros junto com uma série de erros cometidos pela direção e pelo departamento de futebol do time paulista. De repente, de vilão a herói.