Mesmo sendo ídolo, conselheiros do São Paulo pedem saída de dirigente

Em três anos como diretor-executivo de futebol, Raí ainda não conseguiu levar o Tricolor aos títulos

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 21 (AFI) - Ídolo nos anos 90, Raí não está vivendo um bom momento em 2020. Depois de entrar em uma polêmica, pedindo a renuncia do Presidente da República Jair Bolsonaro, o diretor-executivo de futebol está sendo alvo de criticas de alguns conselheiros e pode estar com seus dias contados no São Paulo.

“Não deu liga. Não podemos tapar o sol com a peneira. Nem sempre um grande jogador e pessoa dá certo. Não deu certo. Não adianta, ele e o Pássaro devem ser um passado para não voltar nunca mais”, afirmou Kalef João Francisco, ex-diretor de futebol entre 1990 a 1994, em entrevista ao site Yahoo.

Raí está na mira dos conselheiros
Raí está na mira dos conselheiros
“A gente avalia o trabalho no todo pelo resultado. Raí, sem dúvida nenhuma, foi um grande craque, mas é muito difícil você colocar pessoas que não têm experiência de gestão no futebol. Pode ter as melhores qualificações como homem, caráter, atleta, mas não tem a qualificação para ser dirigente de futebol. Ajuda muito no vestiário e no clube, mas não está cumprindo aquilo que se esperava dele como resultados”, disse João Paulo de Jesus Lopes.

“Ele está numa curva de aprendizado e ainda não teve resultados. Tem formação teórica, mas não tem experiência prática. Ele precisa de tempo e uma troca agora não vai gerar nenhum resultado. O elenco está mais fortalecido e o treinador foi mantido com um trabalho promissor. Trocas constantes no futebol já mostraram que não adiantaram muita coisa. Não faria a troca até o final do ano”, completou José Mansur, sócio e ex-advogado do clube.

Em três anos como diretor-executivo de futebol, Raí ainda não conseguiu levar o Tricolor aos títulos e fez algumas contratações que não deram certo. Como por exemplo: Diego Souza, Nenê, Trellez, entre outros.