São Paulo joga contra o Fluminense e tenta encontrar a paz no Rio de Janeiro

Nos últimos treinos, Ricardo Gomes experimentou várias alternativas

por Agência Estado

São Paulo, SP, 17 - O São Paulo fecha a 31.ª rodada do Campeonato Brasileiro nesta segunda-feira enfrentando o Fluminense, às 20 horas, no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ), em uma partida que poderá até significar o encerramento da curta trajetória do técnico Ricardo Gomes no clube. A diretoria garante que não, mas um novo tropeço aumentará a pressão, que já é forte, pela troca de comando.

Ameaçado de rebaixamento - tem 36 pontos -, e sem vencer há cinco jogos, quando perdeu três vezes, empatou duas e marcou apenas um gol (no empate por 1 a 1 com o Sport), o São Paulo se vê na obrigação de reagir rapidamente. No entanto, falta confiança aos jogadores, apesar dos discursos em contrário. Além disso, problemas não faltam para Ricardo Gomes.

Nesta segunda-feira, por exemplo, o treinador não contará com dois jogadores que vinham sendo importantes no processo de tentativa de recuperação: o lateral-esquerdo Carlinhos e o volante Hudson sofreram contusões musculares e serão desfalque. E mais uma vez Michel Bastos não vai ser aproveitado. O jogador sequer está relacionado entre os 21 que foram ao Rio.

Nos últimos treinos, Ricardo Gomes experimentou várias alternativas. Uma delas, com boas chances de ser utilizada contra o Fluminense, seria com três volantes. Neste caso, Rodrigo Caio seria deslocado para o meio de campo e Lugano formaria a dupla de zaga com Maicon - Thiago Mendes e João Schmidt, ou Wesley, seriam os outros dois volantes.

Rodrigo Caio entende que está mais do que na hora de o São Paulo começar a obter resultados positivos, para pelo menos chegar ao meio da tabela de classificação. "Estou cansado disso, de achar que está bom não entrar na zona de rebaixamento", disse. "Temos que nos distanciar do bolo de trás e precisamos vencer. Com tranquilidade e inteligência para não perder o controle".

Ricardo Gomes completou neste domingo dois meses de trabalho no São Paulo. Tem discutido detalhes sobre o planejamento para 2017, mas ele mesmo reconhece que futebol é resultado e, depois da derrota para o Santos, admitiu correr risco de demissão caso não ocorre uma reação no Brasileirão.

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