Série C: Com filosofia ofensiva e técnico longevo, São José mira ascensão rápida

Recém-saído da Série D, time comandado por Rafael Jaques espera refazer passos de outros sulistas que tiveram sucesso nos acessos

por Agência Futebol Interior

Porto Alegre, RS, 03 (AFI) - O São José acabou de chegar à Série C, após acesso na Série D do ano passado, e já se colocou como um dos candidatos a subir para a Série B. Atual vice-líder do Grupo B, com 17 pontos, o Zeca sonha alto. Responsável pela filosofia ofensiva fundada no DNA do time, o técnico Rafael Jaques tem confiança na possibilidade de um novo acesso, até porque outros times já tiveram sucesso na missão de conseguir uma ascensão rápida no cenário nacional.

Com 14 gols marcados, o time gaúcho passou em branco apenas quando perdeu por 2 a 0 para o Ypiranga, em partida que marcou também a única derrota joseense. Fora essa ocasião, o setor ofensivo vem funcionando, não à toa a equipe tem o melhor ataque do Grupo B.

A vontade de ver um time priorizando o ataque se deve também ao fato de o treinador ser ex-atacante, com passagens por clubes como Grêmio, Goiás, Betis, Sport, São Paulo e Guarani. A filosofia de jogo, aliás, foi provada mais uma vez na última segunda-feira, com uma goleada por 4 a 1 sobre o Grêmio de Renato Gaúcho, outro treinador conhecido por gostar do jogo ofensivo.

“Eu acredito que o mínimo que a gente tem que tentar fazer para entrar em uma partida é tentar vencer o jogo. Eu particularmente acredito que, independente do nível do adversário, a gente tem que ter um propósito dentro do jogo. Eu procuro trabalhar com nossos jogadores a tentativa da vitória sempre. Mesmo para um clube menor que nem o nosso, pelo menos dá pra tentar, a gente tem que acreditar”, afirmou o treinador em entrevista ao Portal Futebol Interior.

São José goleou o Grêmio em jogo treino. (Foto: Lucas Uebel / Grêmio)
São José goleou o Grêmio em jogo treino. (Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

INSPIRAÇÕES SULISTAS
Além da postura dentro de campo, outro ponto que faz o torcedor do São José acreditar em uma guinada rápida à próxima divisão é a longevidade de Jaques, técnico do time profissional desde 2017, no comando. A confiança na manutenção de treinadores já rendeu bons frutos a outros clubes da região Sul do país.

Em mais de um caso, trabalhos de longa duração resultaram em acessos consecutivos. É o caso do Londrina de Cláudio Tencati e do Brasil de Pelotas de Rogério Zimermman. Os dois subiram juntos da Série D para a Série C em 2014 e da Série C para a Série B em 2015. O exemplo mais recente é o do Operário Ferroviário de Gerson Gusmão, que saiu da Série D em 2017, e logo no primeiro ano da Série C, em 2018, conquistou o acesso à segunda divisão.

“São clubes que tiveram sucesso nesse formato, conseguiram de um ano para o outro subir. Com certeza, me espelho nesses trabalhos. Me espelho porque a gente sabe que é difícil isso acontecer. Mas já que no ano passado conseguimos o aceso para a Série C, e neste ano já fizemos uma boa campanha no primeiro turno, com certeza são clubes que a gente pode olhar e dizer: se eles conseguiram, temos que tentar, pensar da mesma forma”, avaliou Rafael Jaques.

Rafael jaques está no São José desde 2017. (Foto: Divulgação / Meta Assessoria)
Rafael jaques está no São José desde 2017. (Foto: Divulgação / Meta Assessoria)

“Com certeza, esses clubes tiveram sucesso porque tiveram continuidade de trabalho, sem dúvida nenhuma. Isso é preponderante. A gente sabe aqui no Brasil tem a cultura de mudar, mas esses clubes fizeram diferente e deu certo por causa disso, pode ter certeza disso”, completou.

JEJUM FORA DE CASA
O próximo compromisso do Zeca na Série C será contra o Luverdense, neste sábado, às 18 horas, no Passo das Emas. Apesar de todo o trabalho para ter um time ofensivo, a equipe ainda não venceu fora da casa, e essa será a chance de quebrar jejum. Na visão de Rafael Jaques, o período sem vencer em casa não é motivo de grande drama, até porque o time vem conquistando pontos. Até agora, foram quatro empates e uma derrota.

“Eu não posso dizer que não estou satisfeito com nosso rendimento fora de casa, pelo contrário. Mesmo não vencendo fora de casa, conseguimos segurar os adversários da casa. Isso seria o cenário ideal para todas as equipes, ganhar em casa e empatar fora, claro, se não der para ganhar. Não vejo como um baixo rendimento. Se a gente conseguir segurar a força dosa adversários na casa deles, seja com empate, acho que a gente está em um bom caminho, com condições de brigar lá em cima.”, afirmou.