Saul Klein rebate declarações do presidente do São Caetano sobre crise no clube

Empresário diz que doou mais de R$ 80 milhões ao Azulão e que viu Nairo Ferreira aumentar seu patrimônio

por Agência Futebol Interior

São Caetano do Sul, SP, 20 (AFI) - O empresário Saul Klein emitiu nota para rebater as declarações do presidente do São Caetano, Nairo Ferreira, sobre a crise vivida pelo clube do ABC paulista, que não paga salário de seus funcionários há seis meses.

De acordo com o mandatário do Azulão, o delicado momento financeiro teria relação com o rompimento da parceria entre o clube e o bilionário, herdeiro da rede de lojas Casas Bahia. No entanto, Saul Klein afirma que nunca foi investidor ou proprietário do São Caetano, mas sim doador, tendo doando mais de R$ 80 milhões aos cofres do clube em duas décadas.
Saul Klein desmentiu Nairo Ferreira
Saul Klein desmentiu Nairo Ferreira

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

Em virtude das recentes declarações de Nairo Ferreira de Souza à imprensa, citando Saul Klein como principal responsável pela atual situação econômica do São Caetano, este faz questão de esclarecer, conforme segue abaixo:

“Inicialmente, gostaria de deixar claro que fui DOADOR do São Caetano. Nunca fui investidor ou proprietário do clube, tendo ajudado o São Caetano por pelo menos duas décadas, sem nunca tirar um centavo do Clube. Nos últimos cinco anos, tenho este montante declarado no meu imposto de renda, e vocês podem consultar no balanço oficial do São Caetano que doei mais de 80 milhões de reais ao Clube.

Pergunto: qual patrimônio o São Caetano construiu neste período que justifique uma dívida de aproximadamente R$ 50 milhões de reais? Que investimento foi feito na estrutura? O Clube tem um Centro de Treinamentos ou estádio próprio? Nada! Apenas um monte de dívidas acumuladas. Em contrapartida, vejam o crescimento exponencial do patrimônio dos gestores do Clube, Nairo Ferreira de Souza e Genivaldo Leal.

Tive uma doença grave, um câncer, e devido a suas consequências me afastei das minhas atividades por muitos anos. Estes gestores não contavam com a minha recuperação. Quando recuperei a minha saúde, recebi informações de que o Clube estava altamente endividado e fui procurar entender o que aconteceu. Só tive decepções. O São Caetano foi altamente lesado pelos administradores.

Gostaria de deixar claro que nunca prometi pagar a dívida do São Caetano. Peço que entendam: eu doei dinheiro por muitos anos, movido pelo meu amor ao clube. Este montante que doei era mais do que suficiente para pagar as contas de um Clube que nos últimos seis anos jogou a maior parte do tempo na Série A-2 do Estadual e na Copa Paulista.

Há alguns meses, quando o atual proprietário do clube decidiu se afastar, fui procurado para que eu ajudasse, tendo sido oferecido a mim o cargo de Presidente de Honra. Mas reitero: eu nunca prometi quitar o rombo criado pelos antecessores. Meu cargo era simbólico. Repito: nunca fui dono ou investidor do clube, sempre fui doador.
Nos últimos meses, ajudei na busca por patrocinadores, colaborei de forma pontual a pagar contas básicas como refeição e moradia dos atletas, enquanto esperávamos o aceno de um investidor sério. Vieram três ou quatro em menos de 10 meses, todos indicados pela atual diretoria, mas nada caminhou. Muitos aventureiros. Nada concreto.

Hoje estou 100% fora do Clube. Sofro como torcedor, mas minha decisão é definitiva. Torço para que o São Caetano encontre alguém sério e principalmente idôneo para administrar o Clube da melhor forma possível”.