Série C: Edson Vieira manda recado à CBF após empate do São Bento: 'Muito triste'

"Não podemos ser comparados ao Flamengo, São Paulo, não fretamos avião e temos nossas dificuldades", declarou o treinador

por Agência Futebol Interior

Sorocaba, SP, 27 (AFI) - O técnico do São Bento, Edson Vieira, desabafou contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após ter segurado o empate sem gols com o Criciúma, na segunda-feira (27), no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, pela 12.ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C, mesmo tendo apenas 12 jogadores disponíveis, por conta de um surto de covid-19.

Os mandantes, inclusive, tiveram que fazer a única alteração a que tinham direito. Aos 38 minutos do segundo tempo, o meia-atacante Coutinho precisou dar lugar ao goleiro Lucas Macanhan, que entrou como centroavante. Antes mesmo do confronto, Allan Vieira, lateral-esquerdo, saiu às pressas do departamento médico para começar o jogo.

GOLEIRO VIRA CENTROAVANTE

Com a igualdade, os donos da casa ficaram na nona colocação do Grupo B, com nove pontos, o mesmo do lanterna Boa Esporte-MG. São José-RS, com 13, é o primeiro fora da zona de rebaixamento. O Bentão volta a campo no próximo domingo (1), quando enfrenta o Ypiranga-RS, no Colosso da Lagos, em Erechim (RS), às 16h30.

Edson Vieira - Foto: Neto Bonvino/EC São Bento
Edson Vieira - Foto: Neto Bonvino/EC São Bento

CONFIRA O DESABAFO DE EDSON VIEIRA
Não podemos ser comparados ao Flamengo, São Paulo, não fretamos avião e temos nossas dificuldades. Com todo respeito à CBF, quem sou eu para criticar a entidade, mas o futebol escreveu uma página muito triste nesta noite.

Deus ajude que o Criciúma não tenha testes positivos de covid depois dessa partida. Sabemos que o atleta não vai morrer, mas passa para os familiares. Os que tinham sintomas não estiveram aqui. Fizemos tudo que manda a CBF, o protocolo diz 13 jogadores.

Tem pessoas que estão confundindo. Fomos para uma viagem completos, voltamos dessa viagem com 15 contaminados, sendo que seguimos todos os protocolos. O inimigo é invisível, não tem como dar dura no São Bento. É

inacreditável dizerem que o São Bento não se cuidou. Temos que ter honra, jogamos sem trapaça, com respeito ao que foi pedido. Teve um dia que o Marcelo (assistente) compôs o treino, assim como o Marquinhos (roupeiro). Foi uma semana muito dura para nós.

Estou fazendo uns cálculos, precisamos mais 10 pontos para escapar. Um pouco acima de 50% por conta dos confrontos diretos. Sempre pensamos em vencer, mas seria difícil da nossa parte. Parece um sonho em vários aspectos, nunca mais vou viver isso.

O São Bento começa a entrar pro hall nos times do Brasil onde as coisas mais absurdas acontecem. Aqui dentro não duvidamos de mais nada em relação à dificuldade e, com isso, nos fortalecemos. Está virando uma marca desse clube e tenho participado disso. Toda hora tem algo aqui, até cabelo está nascendo na minha cabeça.