Família se irrita com paradeiro de 'testemunha chave' no Caso Daniel

Para a família do atleta, o depoimento é ‘irrelevante’ para o processo, uma vez que o assédio teria acontecido em 2012

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 12 (AFI) - Apontada como ‘testemunha chave’ pela defesa, a modelo Ludmila Garrido passou a ser a grande polêmica no julgamento do Caso Daniel. A mulher de 27 anos acusa o ex-jogador de assédio e seria usada para traçar um perfil ‘agressivo e ofensivo’. Só que ela não foi encontrada pelo oficial de justiça e ainda não compareceu para prestar o seu depoimento, irritando a família do atleta, que alega oportunismo para atacar a sua honra.

Edson Britter, conhecido como Juninho Riqueza, está preso desde que confessou ter matado Daniel, mas o empresário alega que o ex-jogador tentou abusar da sua esposa, Cristiana Brittes, enquanto ela dormia. Para a família do atleta, o depoimento de Ludmila é ‘irrelevante’ para o processo, uma vez que o assédio teria acontecido em 2012, quando ele ainda tinha 18 anos e defendia o Cruzeiro, em uma balada de Belo Horizonte.

Família se irrita com paradeiro de 'testemunha chave' no Caso Daniel
Família se irrita com paradeiro de 'testemunha chave' no Caso Daniel
Ludmila não foi encontrada pelo oficial de justiça no endereço informado pela defesa de Edson Brittes e por isso não prestou depoimento. De acordo com informações do UOL, ela nunca morou no prédio informado, aumentando a polêmica. A defesa entrou com um novo pedido de intimação, mas o advogado da família de Daniel alega que o prazo já se esgotou e tenta desqualificar a testemunha.

O CASO

Daniel foi encontrado morto em uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, com o pênis decepado e quase decapitado, após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, na casa noturna Shed, em 27 de outubro de 2018, em Curitiba. Depois de sair da boate, foi até a casa da aniversariante e acabou flagrado por Edison na mesma cama de Cristiana Brittes, que dormia.

Edison o acusou de tentar estuprar a mulher e passou a agredí-lo com a ajuda de outros convidados. O ex-meia de São Bento e São Paulo havia feito fotos ao lado da mulher e enviado para amigos em grupo de WhatsApp. Depois de ser espancado, ele foi levado para a estrada rural, onde foi assassinado, degolado e emasculado.