MP do Paraná denuncia 7 por morte do ex-jogador Daniel

Denúncia inclui testemunha que havia beijado a vítima em festa; atleta foi morto em 27 de outubro

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 28 - O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, denúncia contra sete pessoas pela morte do ex-jogador do São Paulo, Daniel Correa, em 27 de outubro. Uma delas é a testemunha Evelyn Brisola Perusso, que não estava indiciada.

Segundo o promotor João Milton Salles, quatro pessoas foram denunciadas por homicídio triplamente qualificado, com motivo torpe, ocultação de cadáver, fraude processual e impossibilidade de defesa da vítima: Edison Brittes, de 38 anos, Ygor King, de 19, David Willians Vollero Silva, de 18, e Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos.

Cristiana Brittes, de 35 anos, foi denunciada também por homicídio, além de coação de testemunhas e fraude processual. o promotor afirmou que ela poderia ter tomado outra atitude no momento em que o jovem era espancado.

Já a filha de Cristiana e Edison, Allana Brittes, de 18, foi denunciada por fraude processual, coação de testemunhas e corrupção de menores. Ela teria obrigado a namorada de Silva, Taís, de 17 anos, a participar da faxina da casa.

Evelyn Perusso, que chegou a trocar beijos com Daniel horas antes do crime e era tratada como uma testemunha do caso, foi denunciada por falso testemunho, ao acusar Eduardo Purkote. Purkote chegou a ser preso por suspeita de participação no crime, mas foi solto na tarde de terça-feira.

Daniel foi assassinado por Juninho Riqueza
Daniel foi assassinado por Juninho Riqueza
O CASO
Daniel foi encontrado morto em uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, com o pênis decepado e quase decapitado, após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, na casa noturna Shed, em 27 de outubro, em Curitiba.

Depois de sair da Shed, foi até a casa da aniversariante e acabou flagrado por Edison na mesma cama de Cristiana Brittes, que dormia. Edison o acusou de tentar estuprar a mulher e passou a agredi-lo com a ajuda de outros convidados.

Daniel havia feito fotos ao lado da mulher e enviado para amigos em grupo de WhatsApp. Depois de ser espancado, ele foi levado para a estrada rural, onde foi assassinado.

 
 
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