Polícia Civil prende sétimo suspeito de participar da morte do meia Daniel

Eduardo Purkote Chiuratto é suspeito de ter quebrado celular, arrombado a porta do quarto de Cristiana Brittes e espancado o meia

por Agência Futebol Interior

São José dos Pinhais, PR, 15 (AFI) - Mais um suspeito de envolvimento na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas foi preso pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira. Eduardo Purkote Chiuratto é suspeito, de acordo com o delegado Amadeu Trevisan, de ter quebrado o celular do meia, arrombado a porta do quarto de Cristiana Brittes e espancado o jovem.

Ele é o sétimo preso acusado de participação no crime - apenas um deles, Edison Brittes Júnior, confessou ter agredido e matado o atleta. Eduardo estava na casa onde mora, em em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba e não ofereceu resistência. Ainda segundo as investigações, Criuratto teria pego a faca que foi utilizada por Juninho Riqueza para matar Daniel.


ENTENDA O CASO
Daniel Corrêa Freitas participou da festa de Allana Brittes, em uma boate em São José dos Pinhais, na sexta-feira, 26 de outubro. O evento prosseguiu na casa da família, onde o meia relatou a amigos, pelo WhatsApp, que a mãe de Allana, Cristiana, estava dormindo e que ele se aproximaria dela.

 Família Brittes
Família Brittes

A partir daí, as versões de suspeitos e testemunhas divergem. Edison Brittes Júnior, pai de Allana e marido de Cristina, disse ter flagrado o jogador tentando estuprar a mulher, o que gerou sua reação violenta, que culminou com a morte.

TESE COM DESCONFIANÇA
A tese de estupro é vista com desconfiança pelos investigadores. Antes de morrer, Daniel foi espancando, teve o pênis cortado e seu corpo foi abandonado em uma estrada. Edison, Allana e Cristiana foram presos dias após o empresário confessar que tinha matado o jovem como reação ao estupro.

O delegado Amadeu Trevisan já antecipou Edison, Cristiana, Alanna, Eduardo Henrique da Silva, David William Vollero Silva e Ygor King serão acusados de homícidio qualificado. O trio que não pertence à família Brittes, para a polícia, estava no carro quando o corpo da vítima foi transportado e é investigada a participação de ambos na tortura e morte do jogador.