Interino exalta determinação do elenco santista e explica mudança no 1º tempo

O interino explicou que a estratégia inicial era valorizar a posse de bola no Equador e apostar no talento de Soteldo e Marinho

por Agência Estado

Santos, SP, 25 - Auxiliar técnico à frente do Santos, que tem vários membros do seu departamento do futebol em recuperação do coronavírus, Marcelo Fernandes fez questão de exaltar o grupo que ele dirigiu após o triunfo por 2 a 1 sobre a LDU, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, em Quito, nesta terça-feira.

O interino explicou que a estratégia inicial era valorizar a posse de bola no Equador e apostar no talento de Soteldo e Marinho para voltar ao Brasil com um bom resultado. Acabou dando certo, tanto que foram eles os autores dos gols que deixam o time em vantagem na briga por uma vaga nas quartas de final.

Santos bateu LDU em Quito
Santos bateu LDU em Quito
"Fico orgulhoso de participar desse trabalho comandado pelo Cuca. O grupo é muito coeso e determinado. A estratégia era ficar com a bola e termos nossos extremos Marinho e Soteldo. E foi assim com o Marinho, que sofreu o pênalti e conseguimos vencer. Tivemos a infelicidade do gol no fim do primeiro tempo depois da troca. Voltamos para o segundo tempo com a mesma estratégia, tentando ficar com a posse de bola. O que os meninos fizeram hoje (terça-feira) é de tirar o chapéu. Eles sempre honram a camisa", elogiou.

SOFREU, MAS VENCEU!
O jogo não foi fácil para o Santos que sofreu com os ataques da LDU pelo lado direito. Para auxiliar na marcação, Marcelo Fernandes escalou o lateral Felipe Jonatan e o meia Jean Mota pela esquerda, também para dar mais liberdade a Soteldo. Porém, na parte final do primeiro tempo, sacou o meio-campista para colocar o zagueiro Wagner Leonardo, em ação para barrar as ações ofensivas do adversário.

Marcelo Fernandes avaliou que a mudança era necessária e buscou fazer um "afago" em Jean Mota, afirmando que percebeu o jogador desgastado, em função dos efeitos da altitude de Quito.

"O Jean Mota pela esquerda foi opção para explorarmos a escapada do Soteldo por dentro. A troca foi no momento preciso. Falei com o Jean e ele entendeu. Sofremos com muitas jogadas pela direita. Alguém poderia sentir efeito da altitude. O Jean tentou coibir essas jogadas, deu tudo, mas colocou a mão no joelho para buscar o ar e optamos pela saída. Cumpriu sua função perfeitamente. É menino de ouro, grande jogador, qualquer um poderia ter sentido a altitude. Como o lado direito da LDU estava forte, fizemos essa substituição", explicou.