Pelé relembra trajetória e fala sobre lendária camisa 10. Confira!

O Rei do Futebol falou sobre a infância nos campinhos de Bauru, do único recorde que não conseguiu quebrar e que pertence ao seu pai

por Agência Futebol Interior

Santos, SP, 11 (AFI) - "Até a Copa de 58 a numeração não tinha nenhuma importância. Depois que fomos campeões, eu usando a 10 -- o jogador mais novo do time e de uma copa -- ela passou a ter essa importância que vemos até hoje. Antes disso, o único número importante era o 1 do goleiro. Por isso, brinco com meu filho Edinho, que jogou com essa camisa no Santos, que Deus foi muito bom com nossa família dando essa responsabilidade em dobro pra nós”.

A frase é do maior jogador do século e maior goleador da história do futebol mundial, Pelé, relembrando sua relação com a lendária camisa número 10.

Pelé relembra trajetória e fala sobre lendária camisa 10
Pelé relembra trajetória e fala sobre lendária camisa 10

Edson Arantes do Nascimento foi vencedor de três Copas do Mundo. Seus inúmeros feitos serão relembrados em um bate papo inédito que o rei teve com o canal de empreendedorismo Foras de Série. O programa FS Identidade vai ao ar no próximo dia 12 de maio e vai relembrar a trajetória de Pelé desde sua infância nos campinhos de Bauru até sua aposentadoria no New York Cosmos, passando pelo início no Santos e a Seleção Brasileira.

“Meu pai jogava no Bauru e telefonou para o deputado e ex-presidente do Santos Futebol Clube, Athiê Jorge Cury, para conseguir um teste no clube. Lembro que fui de trem até São Paulo e de lá de taxi até Santos. Foi o início de tudo. Uma curiosidade que pouca gente sabe é que comecei minha carreira com um desafio: meu pai era e ainda é o maior artilheiro de gols de cabeça em um mesmo jogo com cinco gols. Eu pensava ... Será que um dia vou conseguir bater essa marca? Fiquei todo esse tempo no Santos e não consegui”,brinca o rei.

COMEÇO NO FUTEBOL
Durante a descontraída gravação realizada em sua casa na cidade de Santos, Pelé contou os detalhes do começo de tudo. Disse não ter conseguido quebrar esse recorde marcante ao longo dos seus 25 anos de carreira: que é de João Ramos do Nascimento, seu pai.

Pelé destacou também a grande diferença que vê na formação dos jogadores brasileiros e americanos e como sua geração foi importante para o desenvolvimento do mercado da bola, deixando tudo mais profissionalizado para o futebol atual.

“A base americana é espetacular. As escolas e universidades investem nos garotos. No Brasil, que é o país do futebol, não tem a mesma base. Temos uma dificuldade enorme na educação dos jogadores. Aqui ou ele joga ou estuda e trabalha. Infelizmente nossas escolas não valorizam essa formação como lá”.