Cuca diz que críticas surtiram efeito no Santos: 'Tudo está mais rápido'

Em entrevista, o técnico do Peixe comentou o momento do clube e o trabalho de recuperação no Campeonato Brasileiro

por Agência Estado

Santos, SP, 16 (AFI) - Para levar o Santos da zona do rebaixamento do Campeonato ao sonho de uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores, o técnico Cuca explicou o que queria para cada jogador em conversas individuais. O desafio agora é blindar a equipe da crise política. Mesmo assim, ele acha que o planejamento de 2019 está em risco. "A gente não começa a montar o time em dezembro. Começa já", disse em entrevista ao Estado.

Como tirar um time da zona de rebaixamento e levá-lo a sonhar com a Libertadores

Não é um ingrediente só. Fomos repetindo o time, a maneira de jogar e eles foram pegando corpo. Falei com quase todos. A torcida ajudou. Deu banho de sal grosso e apoiou.

Como recuperou o Gabriel?

Eu o deixei fora para que assistisse à partida junto comigo no banco. Eu falei que o time não estava jogando bem e que não era culpa dele. Isso fez bem para ele. Também teve uma mudança de posição. Ele tem a presença de área.

Quem é favorito no clássico deste domingo?

O São Paulo está mais pronto. Tem um elenco fortíssimo, já está estabilizado. Estamos em ascensão, mas jogamos em nossa casa, o que faz o jogo ter uma igualdade.

A crise política atrapalha?

O presidente falou para eu cuidar do campo que ele cuidaria da parte de lá. Para mim, está ótimo. Vou cuidar do campo. O vestiário está blindado.

E as contratações?

O que atrasa um pouco é que você não faz a montagem do elenco em dezembro. Você começa a fazer já. Quem chega primeiro é quem pega as coisas melhores. Isso faz falta.

O clube melhorou após suas críticas?

Eu não falei do nada. Vocês me perguntaram. Podia ficar em cima do muro, mas disse o que achava. Não era uma crítica, era uma resposta sincera. As coisas começaram a melhorar aqui.

Suas críticas fizeram bem?

Sim, o efeito foi imediato. Estou sentindo que as coisas estão andando de maneira mais rápida aqui. Já houve um efeito.

Como você se sente ao retomar sua carreira?

Todo mundo fala que minha segunda passagem pelo Palmeiras não foi boa. Eu acho que foi boa. Na primeira passagem, nós fomos campeões; na segunda, fomos vice. Quando eu saí, o time estava em quarto. O Alberto (Valentim) entrou e ficou em segundo. O saldo final, em cima de montagem do time e conquistas, foi bom. Dei uma paradinha para mim mesmo e estou renovado.

Quem é o Cuca hoje?

Sou um cara mais tranquilo. O tempo passa e vai acalmando a gente. A gente vai ficando mais experiente e pode passar o aprendizado para a molecada.

Está satisfeito com o trabalho dos árbitros?

São os mesmos erros. A paciência está curta com tudo. O cara cometeu um erro pequeno e todos já estão com o dedo no rosto dele. Não sei se é o momento de crise do Brasil...

O País te preocupa?

Estou preocupadíssimo. Não sinto que a gente tenha alguém para colocar lá. Isso dói. O Brasil só vai ser bom se a gente colocar as crianças na escola e esperar 15 anos. Esse é o tempo para o País melhorar.

 
 
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