Paulista A2: Jorginho conta que diretoria da Portuguesa barrou chegada de Lucas Lima

Ex-técnico rubro-verde revelou interesse no meio-campista, ex-Santos e atualmente no Palmeiras, ainda em 2012

por NETLUSA

São Paulo, SP, 18 - O técnico Jorginho revelou que, em 2012, pediu a contratação do meia Lucas Lima, então na Inter de Limeira, porém, a diretoria da Portuguesa barrou. A revelação do comandante da 'Barcelusa' foi feita em entrevista exclusiva ao YouTube do NETLUSA no último domingo (17). Além disso, também falou sobre o que deu errado em 2012, ano seguinte ao do título na Série B do Brasileiro.

“Eu tive pouco tempo para treinar e muitas das peças que vieram eu não queria. Por exemplo, pedi um jogador da Série A2 do Paulista, que tinha disputado a Copa Paulista. Nada mais era que o Lucas Lima. Mas a Portuguesa não quis por ele ser da A2, queriam atletas da Série A do Brasileiro. Comecei a ter problema ali e veio o desgaste. Diminuí a minha força para brigar, então o Moisés demorou para vir, o Marquinhos (meia do Avaí) não veio por causa de 20 mil reais, o Rivaldo, o Weverton, que não renovou, os zagueiros saíram. E meu maior erro foi tentar fazer o time atuar da mesma forma, sem ter a mesma condição de treino, entendimento e capacidade. Hoje, faria diferente”, destacou.

Jorginho - Foto: Ale Vianna/Agência Eleven
Jorginho - Foto: Ale Vianna/Agência Eleven
CURIOSO!
O treinador ainda revelou que não gostava muito da expressão ‘Barcelusa’, quando surgiu em 2011.

“Eu nunca gostei desse termo. Pois sabia que teria problema para dar uma segurada nos atletas. Porém, com o tempo de trabalho, eles entenderam. Depois, quando vi que não tinha como voltar atrás, também comecei a brincar com os nomes deles. Sem um bom ambiente, o trabalho não rende, em lugar algum”, contou.

CONTA MAIS...
Jorginho ainda contou como fez para que o Luís Ricardo deixasse o ataque e se tornasse lateral direito.

“Primeiro, tive um papo com sério com ele no CT. Ele já estava há dois anos na Portuguesa, contudo não conseguia que os outros gostassem dele, mesmo sendo um menino extraordinário. Sabia que ele tinha jogado de ala no Avaí e, durante um jogo, precisava fazer uma mudança. Então, ele falou que segurava a responsabilidade. Empatamos, salvo engano, com uma jogada dele. Na apresentação comentei com o Anderson Lima sobre essa situação. Para ele, falei para ele que não precisava de um ala e sim de um lateral. Com a bola vindo de trás ele tinha mais capacidade. E ele foi excepcional nisso”, declarou.