Presidente da Lusa acalma torcedores e nega irregularidade no caso Guilherme Alves

Alexandre Barros garantiu que quitou todos os débitos com o treinador, que fala outra versão do ocorrido

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 15 (AFI) – Os torcedores da Portuguesa temeram reviver um filme semelhante aquele que culminou com o rebaixamento do time na Série A do Brasileiro de 2013. Nesta quinta-feira, o ex-treinador da equipe, Guilherme Alves, entrou com uma denúncia por falta de pagamento por parte da diretoria da Lusa e por inscrever seu substituto, Allan Aal, de forme irregular na sequência da Série A2 do Paulista.

Caso isso se confirme, a Portuguesa poderia perder pontos e ser rebaixada à Série A3. No entanto, o presidente Alexandre Barros foi à público para acalmar os torcedores. O mandatário garantiu que quitou todos os débitos com Guilherme Alves e enviou os comprovantes para a Federação Paulista de Futebol e para a Confederação Brasileira de Futebol.

“Apresentamos para a CBF e para a FPF quatro comprovantes de depósitos, referentes a dezembro, janeiro, décimo terceiro salário e os valores das cláusulas rescisórias. Não há assinatura no holerite, pois todos os funcionários recebem assim. Mandamos os comprovantes por e-mail. Pagamos tudo em dinheiro, para não corrermos o risco de alegarem que um cheque nosso voltou. Os valores já estão na conta dele”, falou, ao NetLusa.

Guilherme Alves acusa a Portuguesa de não cumprir com o que foi combinado - Everton Calício/Portuguesa
Guilherme Alves acusa a Portuguesa de não cumprir com o que foi combinado
Alexandre Barros ainda explicou que a única pendência é em relação aos direitos de imagem. No entanto, afirmou que só não quitou o débito, pois Guilherme Alves não devolveu o contrato assinado e não emitiu nota dos direitos de imagem.

OUTRO LADO
Na notificação encaminhada para a Federação Paulista de Futebol (FPF) através do advogado André Oliveira de Meira Ribeiro, Guilherme Alves deixa claro que não recebeu o que era seu de direito na hora da dispensa e não assinou nenhum documento, apesar da rescisão contratual ter sido publicada no sistema da FPF. Sugeriu, portanto, uma falsificação. Seria um agravante.

O advogado de Guilherme Alves diz que "a Portuguesa ou deixou de efetuar o cadastramento do treinador no sistema online da FPF ou promoveu a baixa do registro sem qualquer documento firmado pelo treinador" e que "a Portuguesa contratou novo treinador para sua equipe de futebol sem que tenha adimplido o pagamento das verbas devidas ao treinador por ocasião de desligamento do clube".

ENTENDA O CASO
Guilherme Alves foi contratado em novembro do ano passado para montar um elenco visando a disputa da Série A2, mas acabou sendo demitido no início de fevereiro depois de cinco jogos - uma vitória, um empate e três derrotas. Após quase dez dias, a diretoria da Portuguesa anunciou a chegada de Allan Aal.

De acordo com o Regulamento Específico da Série A2, Aal só poderia comandar a Portuguesa na beira do gramado assim que a dívida com Guilherme Alves fosse paga e o contrato rescindido. Um "jeitinho" que os clubes fazem nesse ponto é colocar o treinador como auxiliar técnico. E foi justamente isso que a Lusa fez diante de São Bernardo e Taubaté.

No entanto, nas últimas duas rodadas - contra Rio Claro e Penapolense -, Allan Aal aparece na súmula como treinador da Portuguesa.

Na 12ª colocação, com 11 pontos, a Lusa tem dois a mais que o Osasco Audax, primeiro time da zona de rebaixamento. Se a irregularidade for comprovada, o clube rubroverde corre o risco de perder pontos. Em tese, os pontos dos jogos possivelmente com a irregularidade: cinco pontos. Seria o lanterna da competição e ficaria virtualmente rebaixado à Série A3 em 2019.