Guilherme Alves contesta, mas FPF diz que Lusa pagou dívida e confirma rescisão

Diretoria da Portuguesa pagou o estipulado pelo registro do treinador, que cobra direito de imagens e prestação de serviço

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 16 (AFI) - A Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou nesta sexta-feira a legalidade dos termos da rescisão da Portuguesa com o técnico Guilherme Alves. Em nota oficial da assessoria de imprensa, comunicou que a diretoria rubro-verde enviou todos os comprovantes de pagamento da dívida com o treinador, o que anula a possibilidade de que o clube perca pontos pelo registro do atual técnico Allan Aal.

Respaldado pelo advogado André Oliveira de Meira Ribeiro, Guilherme Alves havia notificado a FPF para denunciar a infração do regulamento por parte da Lusa. Em sua alegação, explicou que recebeu o pagamento referente ao contrato de CLT, mas que ainda aguarda o acerto de direito de imagens e por prestação de serviços. Ele também disse que tentou um acordo no qual abriria mão de dez meses de salário para receber apenas os atrasados, mas o presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, não aceitou.

“Eles depositaram apenas o valor da CLT, que não corresponde ao valor total do que eu deveria receber no registro da minha firma. Além disso, tenho 66 dias de direitos de imagem em aberto”, disse Guilherme em entrevista ao Portal Futebol Interior.

Apesar do posicionamento do treinador, a FPF esclareceu que o regulamento determina que a rescisão pode ser feita desde que os vencimentos registrados na carteira de trabalho estejam em dia. Os pagamentos por fora, estabelecidos por outros tipos de contrato, não têm influência no registro junto à entidade e têm que ser resolvidos entre clube e funcionário, mesmo que seja na Justiça.

FPF confirmou rescisão do técnico Guilherme Alves. (Foto: Divulgação)
FPF confirmou rescisão do técnico Guilherme Alves. (Foto: Divulgação)

PONTOS PERDIDOS?
A acusação do advogado André Ribeiro era de que Allan Aal poderia estar atuando irregularmente como técnico da Portuguesa, mas a confirmação dos pagamentos por parte da FPF descarta essa possibilidade. Com isso, Aal está registrado normalmente no lugar de Guilherme, situação que livra o clube de uma possível perda de pontos por utilizar o treinador irregularmente.

Durante o período em que o novo técnico não estava devidamente registrado, ele assinou a súmula das partidas contra São Bernardo e Taubaté como auxiliar, o que é permitido. Nos dois jogos seguintes, contra Rio Claro e Penapolense, já assinou como treinador.

“A FPF segue estritamente o regulamento para registro de novo treinador. No caso da Portuguesa, o clube enviou todos os comprovantes de pagamento e rescisão com o treinador Guilherme Alves, também seguindo o regulamento. Por isso, o clube pôde registrar um novo treinador para a função”, comunicou a Federação em nota oficial.

PADRÃO
A relação empregatícia firmada entre Guilherme Alves e a Portuguesa é bastante usual no futebol brasileiro. Em acordo, boa parte de técnicos e clubes firmam um valor médio no registro de CLT, mas também articulam outro contrato por prestação de serviço, de caráter civil, diferente do caso da carteira assinada, que tem caráter trabalhista. No segundo cenário, o treinador recebe em firma aberta no seu nome ou por meio de uma empresa indicada por ele.