BOMBA! Conselho da Portuguesa deixa Impechment de Ilídio Lico nas mãos dos sócios

Em reunião na noite desta quinta-feira, o Conselho decidiu pelo envio de pedido de Impeachment

por Gustavo Freitas

São Paulo, SP, 05 (AFI) – A Portuguesa deu mais um passo para o Impeachment do presidente Ilídio Lico. Na noite desta quinta-feira, os conselheiros do clube decidiram, em reunião extraordinária, o envio do pedido para a uma Assembleia em que os sócios decidirão pela saída ou não do mandatário.

Com a decisão, caberá aos sócios da Lusa decidirem o futuro de Lico como presidente do clube. Em caso de Impeachment, o vice-presidente de finanças, Jorge Manuel Mendes Gonçalves, assume até o final do mandato e, em 30 dias, são convocadas novas eleições no Conselho Deliberativo para a escolha de um novo vice de finanças.

Conselheiros compareceram em peso na reunião FOTO: Paulo Afonso/LusaNews
Conselheiros compareceram em peso na reunião FOTO: Paulo Afonso/LusaNews

Sem a presença de 50 conselheiros às 19 horas, a reunião começou, de fato, por volta das 19h50, com a presença de quase 150 conselheiros.Após a apresentação das propostas do Conselho de Orientação e Fiscalização, Ilídio Lico teve o direito a palavra e durante os 15 minutos de seu discurso, pediu paciência aos conselheiros e um prazo de60 dias para que ele trouxesse uma parceira, segundo ele muito próxima e que estaria disposta a investir R$ 20 milhões.

Após o final de seu discurso, aconteceu um verdadeiro tumulto na reunião, em que oposição e situação trocaram farpas pró e contra o desligamento de Ilídio Lico.Durante a confusão, muitos conselheiros resolveram deixar a reunião, que só continuou após uma nova chamada para legitimação de quórum. O próprio mandatário e o presidente do Conselho, Marco Antônio Teixeira Duarte abandonaram o local.

O INÍCIO DE TUDO
A reunião extraordinária para o pedido do Impeachment do presidente Ilídio Lico foi pedida pelo Conselho Deliberativo após o mesmo receber denúncias de má administração encaminhada pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) no dia 29 de janeiro.

Antes do início da reunião com os Conselheiros, nesta mesma sexta-feira o COF voltou a se reunir, com a presença de Ilídio Lico. Neste encontro, o atual mandatário pediu mais 60 dias para que ele pudesse fechar duas novas parcerias que salvariam o clube das dividas. Indagado quais seriam as empresas interessadas, Lico não deu respostas, o que motivou a manutenção da reunião extraordinária com os Conselheiros.

As justificativas para a saída de Ilídio Lico, apresentadas desde início pelo COF são: suspensão de pagamentos trabalhistas, retirada do time de campo na primeira rodada da Série B do ano passado que rendeu mais uma multa ao clube, assinatura de contrato com a CAFES (empresa quase tornou parceira) sem a aprovação do COF, ausência do balanço financeiro de 2014 e atraso no pagamento de salários a funcionários e jogadores.

MAIS DE ILÍDIO LICO
Eleito presidente da Portuguesa por aclamação em novembro de 2013, Ilídio Lico só assumiu o cargo de mandatário no dia 2 de janeiro, ocupando o posto que foi de Manuel Mendes Gregório, o Manuel da Lupa, durante nove anos. Antes, ele foi um líder ferrenho da oposição e chegou a ser vice-presidente de futebol nos anos 1990.

Ilídio Lico pode sofrer Impeachment
Ilídio Lico pode sofrer Impeachment

Logo no início de sua gestão, precisou enfrentar os Tribunais, já que o clube tinha acabado de ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro por decisão do STJD, que tirou quatro pontos da Lusa pela escalação irregular do meia Héverton em jogo contra o Grêmio, pela última rodada do Brasileirão de 2013.

Na estreia da Portuguesa na Série B de 2014, diante do Joinville, Ilídio Lico contrariou o COF e pediu para que o então técnico do time, Argel Fucks, retornasse junto com seus jogadores para o vestiário, alegando que uma ação judicial, obtida por um torcedor, obrigava a partida a não ser realizada. Ao final, o STJD concedeu vitória por W.O ao time catarinense e uma multa de R$ 50 mil à Lusa.

Durante toda a campanha do time na Série B, a Portuguesa conviveu com atrasos salariais e inúmeras trocas de técnicos. O resultado foi a pior campanha da história do clube, fechando a competição na lanterna, com apenas 25 pontos e o rebaixamento inédito para a Série C.

 
 
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