Elenco da Ponte Preta se nega a treinar e entra em greve por atrasos salariais

Jogadores estão há três meses sem receber direito de imagem, férias e décimo terceiro

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 13 (AFI) - Se a situação da Ponte Preta na briga pelo distante acesso na Série B do Campeonato Brasileiro já era difícil, piorou nesta quarta-feira. Os jogadores sequer entraram no CT do Jardim Eulina, em Campinas. Eles fizeram uma reunião no estacionamento e decidiram não treinar em protesto aos atrasos salariais.

A Macaca estaria devendo três meses de direito de imagem, premiações por vitórias ao longo da Série B do Brasileiro, 13º e férias. Além disso, o clube cortou 25% dos direitos de imagem no início da pandemia e fez um acordo com o elenco em pagar o valor em dez vezes. Mas apenas uma parcela foi paga.

A Ponte Preta reconhece ter pendências com os jogadores em relação aos direitos de imagem, mas garantiu que os salários referentes à CLT (Carteira de Trabalho) estão em dia. Na semana passada, os jogadores ouviram do executivo de futebol Alex Brasil uma proposta para quitar parte das pendências.

Como é que faz, Tiãozinho? (Foto: PontePress / Luiz Guilherme Martins)
Como é que faz, Tiãozinho? (Foto: PontePress / Luiz Guilherme Martins)

A diretoria da Ponte Preta, sob o comando do presidente Tiãozinho, ainda não se manifestou sobre a greve dos jogadores.

Após empatar, por 2 a 2, com o Cuiabá no Majestoso, a Ponte Preta parou no sétimo lugar com 48 pontos, a quatro do G4 da Série B. No domingo, a Macaca voltará a campo para encarar o ameaçado Náutico às 16 horas, novamente no Moisés Lucarelli, no enceramento da 35ª rodada.