Renato Cajá confirma volta ao Juventude em 2020: 'Ponte não me procurou para ficar'

Meia encerrou quinta passagem pelo Majestoso com desempenho satisfatório no segundo turno da Série B

por Lucas Rossafa

Campinas, SP, 02 (AFI) - Renato Cajá se despediu da Ponte Preta com goleada em cima do Brasil de Pelotas, na última terça-feira, e encerrou sua quinta passagem pelo Moisés Lucarelli, agora com 178 participações e 45 gols marcados.

Emprestado pelo Juventude, rival na próxima edição da Série B, até 16 de dezembro, o meio-campista retorna ao clube de Caxias do Sul para cumprir vínculo até o final de 2020.

Em entrevista ao Portal Futebol Interior, o meio-campista revelou não ter sido procurado pela diretoria da Macaca para tentar costurar permanência em Campinas - o bom relacionamento entre as diretorias, até pela iminente negociação do zagueiro Reynaldo, poderia ser preponderante.

Cajá confirma não ter sido procurado pela Ponte para renovação - Álvaro Júnior / AA Ponte Preta
Cajá confirma não ter sido procurado pela Ponte para renovação

"A Ponte não me procurou para conversar sobre essa possibilidade de ficar para 2020. É um time da minha cidade e eu gosto bastante. Acima disso tenho um clube que me abriu as portas para voltar a jogar, que foi o Juventude. Então volto com muita vontade de fazer um grande ano", comentou.

"Por tudo que passei em 2017, o pior ano da minha vida por conta de contusões e por ter jogado apenas 11 jogos, essa passagem foi melhor por ter atuado mais e ajudado mais a equipe. Então, acho que a torcida viu minha dedicação dentro de campo e consegui retribuir o carinho", emendou.

BALANÇO

Contratado na segunda quinzena de setembro, Renato Cajá disputou 13 jogos e marcou dois gols nesta edição da Série B.

"Individualmente falando, foi boa passagem, mas poderia ser melhor. A Ponte é um clube que sempre chega nas competições para conquistar. Infelizmente, não conseguimos neste ano e o futebol não se pode avaliar no individual. É um conjunto, um time", analisou.

"Acredito que é um conjunto de ações erradas que, no final, não se consegue o objetivo final. Não dá para ficar apontando esse ou aquele erro. A Ponte, em geral, falhou esse ano", lamentou.

CARREIRA

Já aos 35 anos, o armador voltou a reforçar o desejo de encerrar a carreira pela Ponte Preta no futuro.

"Essa era a minha intenção, mas acredito que consigo jogar mais tempo. Só no dia a dia para saber mesmo e aí vou analisar a possibilidade de parar ou não. A Ponte é um clube que gosto bastante, mas muitas vezes deixamos nossos desejos de lado para cumprir um propósito de Deus. Então tudo está nas mãos dele para eu trabalhar no lugar certo", completou.