Série B: Em crise e com acesso distante, Ponte Preta dispensa cinco jogadores; veja nomes

Após garantir mudanças em declaração, Gustavo Bueno, executivo de futebol, acerta desligamento e 'limpa' elenco

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 31 (AFI) - A promessa de 'medidas drásticas' feita por Gustavo Bueno no último domingo, após derrota para o Vitória, tornou-se realidade nesta quinta-feira.

O executivo de futebol da Ponte Preta acertou o desligamento de cinco atletas: o lateral Diego Renan, o volante Edson, os meias Gerson Magrão, Rafael Longuine, e Alex Maranhão.

A dispensa se dá pelo alto grau de insatisfação com o rendimento do time no segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro. Da luta pela liderança, o time campineiro pegou ladeira abaixo e praticamente deu adeus ao sonho de acesso.

"Não podemos colocar como se a responsabilidade dos maus resultados fossem em cima desses jogadores, mas sim é um contexto. A responsabilidade é minha, da comissão técnica e da diretoria. Todos nós temos que assumir parcela de responsabilidade", falou Gustavo Bueno, em entrevista coletiva.

Com longo tempo no DM, Longuine teve contrato rescindido - Luiz Guilherme Martins / PontePress
Com longo tempo no DM, Longuine teve contrato rescindido

"Entendemos que, por ter vínculos federativo com a Ponte e até o fim da Série B, optamos por antecipação. Vamos liberar. É momento também de observar outros jogadores, com pouca participação ao longo do ano e iniciar o planejamento para 2020", emendou.

JOGADORES DISPENSADOS

Dos jogadores dispensados, Diego Renan e Edson estiveram entre os titulares na derrota para o Vitória por 2 a 1, enquanto Alex Maranhão entrou no decorrer do duelo.

O lateral fez 35 jogos com a camisa alvinegra e marcou dois gols, enquanto o volante participou de 37 partidas, com três gols anotados.

O atleta que mais atuou pela Ponte Preta na temporada entre os dispensados foi Gerson Magrão, com 42 jogos e dois gols, contra apenas nove vezes de Rafael Longuine, que sofreu com lesões durante a temporada.

Com passagem pelo Guarani, o meia só marcou em duas oportunidades pela arquirrival. Já Alex Maranhão entrou em 11 oportunidades.

"Em algumas situações, optamos pela questão de oportunizar atletas dentro do mesmo setor e com poucas chances. No caso do Diego Renan, temos o Edílson e o Matheus Alexandre. Temos de ser realistas. A chance de acesso é mínima, embora lutemos até o final. A Ponte Preta precisa caminhar com essa questão e, em paralelo, planejar", concluiu o dirigente alvinegro.

O QUE VEM POR AÍ?

Com sonhos improváveis para disputar a elite nacional em 2020, a Ponte Preta volta a campo no sábado, 02 de novembro, quando mede forças com o América-MG, no Independência, a partir das 19h - o zagueiro Airton é desfalque confirmado em virtude do terceiro cartão amarelo.

Sem vencer há quatro rodadas, o time campineiro ocupa o 11º lugar, com 41 pontos, oito de desvantagem em relação do Coritiba, primeiro integrante do G4, e nove acima do Figueirense, primeiro time da zona de rebaixamento.