Giuliano Guerreiro explica tese da Ponte Preta para evitar nova punição do STJD

Macaca será julgada na próxima terça-feira, no Rio de Janeiro, por confusão nas arquibancadas em jogo diante do Paraná

por Lucas Rossafa

Campinas, SP, 05 (AFI) - Giuliano Guerreiro, Diretor Jurídico da Ponte Preta, explicou qual tese será defendida no Superior Tribunal de Justiça Desportivo (STJD), na próxima terça-feira, às 10h, no Rio de Janeiro.

A Macaca está prestes a ser julgada por confusão nas arquibancadas do Estádio Moisés Lucarelli, na vitória em cima do Paraná Clube, em 25 de maio, quando torcedores organizados entraram em conflito durante o intervalo.

"Vamos defender que a tentativa de invasão recíproca entre as torcidas não ocorreu e que não houve paralisação ou prejuízo ao andamento da partida. A ideia é voltar com absolvição ou multa", revelou.

Giuliano Guerreiro explica tese para evitar nova punição da Ponte Preta
Giuliano Guerreiro explica tese para evitar nova punição da Ponte Preta

PREJUÍZOS

A pena pode ser multa entre R$ 100 a R$ 100 mil e eventual perda do mando de campo - de um a dez jogos - para torneios organizados pela CBF.

A denúncia time campineiro foi enquadrada no artigo 213, inciso I do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto".

HISTÓRICO NEGATIVO

Em 2018, quando bateu na trave pelo acesso, a Ponte Preta foi penalizada duas vezes na Série B. Por invasão da torcida na derrota para o Vitória, em novembro de 2017, quando teve o rebaixamento sacramentado, viu-se obrigada a disputar os seis primeiros jogos como mandante com portões fechados - cinco em Campinas e um em Bragança Paulista. Como resultado, uma vitória, dois empates e três derrotas, desempenho que pesou no fim dos pontos corridos.

No encerramento do primeiro semestre, porém, novo baque. Graças a rojão atirado ao gramado do Majestoso, no empate em 1 a 1 com o Oeste, quando o público ainda estava impedido de comparecer, teve de atuar por duas vezes a 100 quilômetros longe de Campinas.

O palco escolhido pela diretoria foi a Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara, mas o desempenho continuou abaixo das expectativas: derrota para o Juventude e empate com o Avaí.