Saída de Mazola escancara falta de convicação da gestão Abdalla na Ponte

A Macaca teve sete mudanças de treinadores desde que José Armando Abdalla assumiu a presidência em dezembro de 2017

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 06 (AFI) - A gestão de José Armando Abdalla na Ponte Preta até aqui pode ser definida em dois adjetivos: falta de convicção e de conhecimento. E isso fica cada vez mais claro a cada mudança de técnico. A última foi nesta segunda-feira, quando Mazola Júnior recebeu a notícia que estava dispensado.

Eleito presidente da Macaca no dia 11 de dezembro de 2017, José Armando Abdalla é alvo constante de críticas dos torcedores. Como não é "do mundo da bola", assim como os outros integrantes da diretoria, o mandatário vem tomando decisões equivocadas nesses quase 14 meses de trabalho. A começar pelas trocas de treinadores: são sete trocas neste período.

O primeiro treinador da gestão Abdalla foi Eduardo Baptista, que permaneceu no cargo mesmo após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2017. O péssimo desempenho da Macaca no Paulistão culminou com a sua queda no início de março. O então auxiliar João Brigatti assumiu o comando de forma interina e conseguiu bons resultados.

A Ponte Preta teve sete mudanças desde que José Armando Abdalla assumiu a presidência em dezembro de 2017
A Ponte Preta teve sete mudanças desde que José Armando Abdalla assumiu a presidência em dezembro de 2017
Além de manter a Ponte na elite, Brigatti conquistou o Troféu do Interior. Mesmo assim, a diretoria foi atrás de Doriva. A segunda passagem do treinador pelo Moisés Lucarelli, porém, durou pouco mais de dois meses. No final de maio, a diretoria demitiu o ex-jogador do São Paulo, que teve um aproveitamento de 33,33% em 11 partidas.

NÃO PAROU POR AÍ

Após a saída de Doriva, a diretoria pontepretana abriu conversas com Marcelo Chamusca, mas recuou devido aos bons números novamente de João Brigatti. Como interino, ele teve sete vitórias, seis empates e quatro derrotas, tirando a Macaca de perto da zona de rebaixamento e a colocando próxima ao G4.

No entanto, bastou uma sequência de três jogos sem vitória para a diretoria ir novamente atrás de Marcelo Chamusca. Dessa vez, o negócio foi fechado - João Brigatti não aceitou voltar a ser auxiliar e se desligou do clube. Contratado para levar a Macaca à elite, Chamusca não ficou nem um mês. Foram três empates e duas derrotas.

Mazola Júnior foi demitido pela diretoria na manhã desta quarta-feira depois de cinco jogos (Foto: Fábio Leoni/Ponte Press)
Mazola Júnior foi demitido pela diretoria na manhã desta quarta-feira depois de cinco jogos (Foto: Fábio Leoni/Ponte Press)
VAI E VOLTA?

Para as últimas nove rodadas da Série B, a Ponte Preta apostou em um velho conhecido: Gilson Kleina. Em sua terceira passagem pela Macaca, o treinador por muito pouco não conseguiu o milagre de conquistar o acesso à elite ao vencer sete e empatar dois jogos. Na última rodada, o time ficou no 0 a 0 com o Avaí, em Florianópolis, e terminou na quinta colocação da Série B.

Após a competição nacional, as partes tiveram várias conversas, mas não entraram um acordo para a renovação. Gilson Kleina aguardava uma proposta da elite do Brasileirão e demorou para responder. Sem paciência, a diretoria anunciou em dezembro a contratação de Mazola Júnior, que foi despedido nesta quarta-feira após cinco jogos (uma vitória, dois empates e duas derrotas).

Agora, a Ponte Preta trabalha com três nomes para substituir Mazola Júnior e o primeiro deles, acreditem se quiser, é justamente Gilson Kleina. As conversas entre as partes estariam bem adiantadas. Guto Ferreira e Cláudio Tencati, ambos sem clube, são as outras opções.

 
 
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