Ponte apresenta Jorginho, que coloca 'panos quentes' e fala sobre Carnielli

Na terça-feira, às 19h15, a Ponte Preta enfrenta a Aparecidense no estádio Aníbal Toledo

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 11 (AFI) – Jorginho foi oficialmente apresentado nesta segunda-feira como técnico da Ponte Preta. Sua segunda passagem por Campinas é a oportunidade do treinador escrever uma ‘nova história’ com o clube. Em 2013 ele assumiu na reta final da temporada e chegou na final da Sul-Americana, só que ficou com o vice e ainda foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Agora com mais tempo para trabalhar, quer dar alegrias ao torcedor.

“Eu tinha uma dívida com o clube. A gente pegou a Ponte Preta com 15 pontos no Brasileirão e não conseguimos evitar o rebaixamento, mas também não conseguimos o objetivo do título. Eu fiquei sensibilizado com muitos torcedores chorando e quero voltar a dar alegria para todos eles”, deixou claro Jorginho. Ele acompanhou das tribunas a vitória por 1 a 0 contra o São Paulo no último sábado e gostou do viu, projetando evolução no elenco:

“É importante ressaltar que o time teve um rendimento interessante com o Mazola em algumas partidas, mas não estava conseguindo o resultado. O desempenho no sábado melhorou muito após o gol. O primeiro tempo foi complicado porque o time estava recuado, mas no segundo tempo passaram a ter mais tranquilidade. Nossa ideia é manter essa posse de bola, essa bola trabalhada pelo lado… É importante que os jogadores se sintam mais tranquilos em campo”.

Apontado como desafeto de Sérgio Carnielli, presidente de honra da Ponte Preta, Jorginho deixou clara a sua relação com o ‘homem forte’ e relembrou problemas parecidos que enfrentou na carreira:

“Eu tenho um grande respeito pelo presidente de honra e nunca tive problema com ele. Em relação a todas atitudes tomadas em 2013 foram em conjunto com ele e também com Márcio Della Volpe. Não quero me envolver em política porque passei por isso no Vasco da Gama. Meu foco é no campo e não quero ficar mais preocupado com outros assuntos”.

Ponte Preta apresenta Jorginho, que coloca 'panos quentes' e fala sobre Carnielli. Foto: Thiago Toledo/ PontePress
Ponte Preta apresenta Jorginho, que coloca 'panos quentes' e fala sobre Carnielli. Foto: Thiago Toledo/ PontePress
A DIVERGÊNCIA

Em 2013, antes da partida contra o Velez Sarsfield pelas quartas de final da Sul-Americana, Jorginho foi chamado para uma reunião com a diretoria. O time vinha mal no Campeonato Brasileiro e brigava contra o rebaixamento, mas o treinador queria avançar na competição continental, divergindo, na época, de Sérgio Carnielli, que priorizava se manter na primeira divisão nacional.

“Existem momentos que você pode tomar uma decisão. O grande problema é que estávamos com 18 mil ingressos vendidos, todo mundo esperando a gente passar para uma semifinal e enfrentar o São Paulo. Fizemos uma reunião, eu, Márcio Della Volpi e o presidente [Sérgio Carnielli], e ele falou para colocar o time reserva. Eu falei: presidente, você tem todo o direito, é só me mandar embora que você tem todo o direito de botar quem você quiser.”

“Disse a ele: nós temos um compromisso com essa torcida, essa torcida é apaixonada, centenária e não tem um título. E nós temos a possibilidade, por que não? Quando chegamos à final recebi os parabéns de todos, inclusive dele, mas quando sai daqui fiquei sabendo de algumas coisas. Mas nada me entristece, são algumas passadas, uma nova gestão, um novo tempo, e a gente tem que ir em busca desse título que a Ponte não tem”.

Mas para o treinador tudo isso são ‘águas passadas’. Jorginho tem apenas um dia de trabalho antes da estreia oficial. Na terça-feira, às 19h15, a Ponte Preta enfrenta a Aparecidense no estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia, em Goiás. O clube avança com um empate ou vitória – não há penalidades.