Dirigente vê Ponte Preta prejudicada por interferência externa

Marcelo Barbarotti acusa o delegado da partida de ter passado informação ao trio de arbitragem, o que é proibido

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 12 (AFI) - A eliminação precoce ainda na primeira fase da Copa do Brasil na noite desta terça-feira, com a derrota para a Aparecidense, por 1 a 0, em Aparecida de Goiânia, não foi engolida pela Ponte Preta.

Após o jogo, o gerente de futebol Marcelo Barbarotti deu um pronunciamento em relação ao polêmico gol anulado pela arbitragem aos 44 minutos do segundo tempo. Jogadores, comissão técnica e diretoria alegam interferência externa na decisão tomada pelo cearense Léo Simão Holanda.

"Estou aqui para representar a Ponte e sua torcida. Nós vamos com paciência analisar tudo e fazer o que tiver ao nosso alcance. A gente tem convicção que a Ponte foi prejudicada. Ficou claro que o árbitro corrigiu um erro com outro erro.

É nítido que o delegado da partida (Adalberto Grecco) entrou no campo e falou com o bandeira. Isso não pode. O Hugo Cabral estava impedido, mas a nossa reclamação é a interferência do delegado", desabafou Barbarotti.

TÉCNICO FOCA JOGO

Estreante da noite, Jorginho compareceu a entrevista coletiva após o jogo para falar exclusivamente do rendimento da Ponte Preta, mas não escapou de perguntas sobre o ocorrido.

O gerente de futebol Marcelo Barbarotti disse que a Ponte Preta vai brigar até o final para não ser eliminada por uma atitude irregular do trio de arbitragem
O gerente de futebol Marcelo Barbarotti disse que a Ponte Preta vai brigar até o final para não ser eliminada por uma atitude irregular do trio de arbitragem

Apesar de deixar a situação nas mãos da diretoria, o treinador também alegou interferência do delegado.

"Nunca passei por isso na vida. A questão do VAR veio para resolver esse problema, mas, se você não tem VAR, não pode consultar ninguém de fora. No momento que a arbitragem valida o gol, o delegado não pode interferir. Isso é ilegal", afirmou Jorginho.

A POLÊMICA!
Aos 44 minutos do segundo tempo, em posição irregular, Hugo Cabral ficou com o rebote após chute de Thalles acertar a trave e completou para o gol. O bandeirinha Samuel Oliveira da Costa correu para o centro do gramado, assim como o árbitro Léo Simão Holanda.

Exaltados, jogadores e membros da comissão técnica do Aparecidense cercaram o bandeirinha reclamando de impedimento. Após muita confusão, inclusive com a presença da polícia, o árbitro voltou atrás e anulou o gol da Ponte Preta, garantindo assim a classificação da Aparecidense para a segunda fase.

 
 
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