Paulistão: Após arquivamento, Ponte Preta pede revisão de "Caso Ernandes"

O recurso será analisado pelo procurador-geral Felipe Bevilacqua, mas não há prazo para resposta

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 18 (AFI) - Mesmo após o "Caso Ernandes" ser arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD), a Ponte Preta ainda não desistiu. O clube campineiro pediu revisão do caso, que será analisado pelo procurador-geral Felipe Bevilacqua. Não há prazo para resposta.

O advogado da Ponte Preta, João Felipe Artioli, acha difícil uma punição ao Goiás, mas afirmou que o clube quer que o assunto seja discutido em julgamento. O objetivo é buscar padronização nas decisões, até por se tratar de um caso inédito. Ele ressaltou também a importância de os próximos regulamentos serem mais específicos.

Ernandes atuou em 31 partidas pelo Goiás na última Série B. O desejo da Ponte Preta era que o clube perdesse os pontos dos jogos que fez com o lateral, abrindo assim uma vaga no G4. Como a Macaca ficou na quinta colocação, ela é quem entraria no grupo de acesso, retornando assim para a elite do Brasileirão.

Após arquivamento, Ponte Preta pede revisão de
Após arquivamento, Ponte Preta pede revisão de "Caso Ernandes"
ENTENDA O CASO

No início de dezembro, o repórter Pedro Orioli, da Rádio Central, de Campinas, revelou que Ernandes estava atuando de forma irregular. Segundo as informações detalhadas pelo jornalista, o lateral nasceu no dia 11 de novembro de 1985 e tem sua certidão autenticada em São Félix do Araguaia, no Mato Grosso – documento confirmado pelo 2º Cartório da cidade.

Mas há também outra certidão de nascimento do dia 11 de novembro de 1987 e que foi usada pelo jogador como original.

No Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ernandes Dias Luz nasceu no dia 11 de novembro de 1987, ou seja, como consta no segundo documento – que ainda não teve constatada sua originalidade.

A Ponte Preta, então, protocolou uma notícia de infração contra o esmeraldino, junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por suposta irregularidade na documentação do lateral Ernandes. A Macaca considerava que o Goiás teria responsabilidade pela falsificação no documento de identidade do jogador.