Gilson Kleina 'completa' 150 jogos pela Ponte Preta com o cargo em risco como no passado

O próprio técnico lembrou do fato na coletiva após os treinos da manhã de sexta-feira. Ele não ficará no banco por estar suspenso

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 9 (AFI) – O técnico Gilson Kleina vai completar 150 jogos no comando da Ponte Preta diante do São Paulo, neste sábado a partir das 19 horas, no Morumbi. Na verdade, ele não vai sentar no banco porque foi expulso na derrota para o Atlético-MG, por 2 a 1, e só vai orientar o auxiliar Juninho, que ficará dentro de campo. Pelo regulamento, após expulsão, o técnico cumpre suspensão automática, como um jogador, e depois vai a julgamento no STJD.

Para alguns críticos, uma derrota ou até mesmo uma atuação abaixo do nível, podem determinar a sua saída do cargo. O próprio técnico lembrou disso na coletiva pela manhã, após o treino final, e citou a coincidência em relação ao adversário.

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“Naquela vez a gente também precisava vencer e conseguimos. Agora é igual. Estou satisfeito porque senti muito empenho dos jogadores nesta parada que tivemos.

Vai ser um jogo difícil, mas estamos prontos para dar o máximo” – afirmou o técnico, em tom nostálgico e até gerando certa desconfiança.

APUROS EM 2011
Na sua primeira passagem pelo Majestoso, Kleina também passou apuros antes de um jogo diante do São Paulo pelo Campeonato Paulista de 2011.

Ele tinha perdido nas duas rodadas iniciais para dois adversários do Interior: 2 a 1 para o Mirassol, fora, e em casa para o Mogi Mirim.

A terceira derrota seria fatal, mas o time campineiro venceu o São Paulo no Morumbi, por 1 a 0, com gol de Tiago Luis – atualmente no Goiás.

“Aquilo foi uma nova etapa na minha vida com a Ponte Preta. Espero que isso se repita” – lembrou Kleina.

SUSTO E TRAJETÓRIA
Depois do susto ele disputou 115 jogos pelo clube, levando o time à semifinal do Paulistão e depois confirmou na Série B o acesso para o Brasileirão. Em 2012 trocou a Ponte Preta pelo Palmeiras, em setembro, numa mudança que lhe valeu adjetivos de mercenário e traidor.

Voltou ao time campineiro em março passado, durante o Paulistão. E completa 150 jogos, uma marca histórica no clube nos últimos anos.

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