Para Aranha, goleiro da Ponte Preta, Palmeiras é o favorito para chegar à final

O arqueiro se baseia na tradição e na história de conquistas dos palmeirenses, além da atual estrutura do campeão brasileiro

por Agência Estado

Campinas, SP, 19 (AFI) - O goleiro Aranha é o jogador mais velho de todo o elenco da Ponte Preta. Revelado no próprio clube e com passagens por grandes clubes como Atlético Mineiro, Santos e o próprio Palmeiras, aos 36 anos ele é pouco afeito a entrevistas. Mas não escapou de emitir a sua opinião nesta agitada semana vivida pelo time nas vésperas de decidir uma vaga para as finais do Campeonato Paulista.

Sempre frio e sincero, o goleiro não tem dúvida em dizer que "o Palmeiras continua favorito para chegar à final". Só que está em desvantagem porque perdeu por 3 a 0, em Campinas (SP), e precisa ganhar por quatro ou mais gols de diferença para ir direto à final.

Aranha se baseia na tradição e na história de conquistas dos palmeirenses, além da atual estrutura do campeão brasileiro. Mas lembra que "a Ponte Preta conquistou uma importante vantagem no primeiro jogo e nós vamos lutar muito para sair de lá com a vaga". Para tanto, acha ser necessário "manter o foco, a humildade e se preparar muito bem porque eles vão vir com tudo para cima da gente e teremos que manter um poder de concentração elevado".

Apesar da vantagem, Aranha deixa o favoritismo nas mãos do Palmeiras (Foto: PontePress/FábioLeoni)
Apesar da vantagem, Aranha deixa o favoritismo nas mãos do Palmeiras (Foto: PontePress/FábioLeoni)

LEMBRANÇAS
O goleiro, ao lado do meia Renato Cajá, é remanescente do time vice-campeão paulista de 2008, quando, por coincidência, o título ficou com o Palmeiras. Perdeu em Campinas, por 1 a 0, e no antigo estádio Palestra Itália, por 5 a 0. "Não tem troco. As situações são diferentes, os times diferentes e a competição também" disse Aranha.

Outra curiosidade é que goleiro esteve no Palmeiras por quase um ano e meio, entre o início de 2015 e maio de 2016, e só atuou uma vez. Pela Ponte Preta já são 168 partidas, 40 delas seguidas desde o ano passado, quando retornou ao clube de origem vindo do Joinville.

CLAYSON E DÚVIDAS
Com a rotina quebrada pela presença maciça da imprensa da capital paulista, o treino desta quarta-feira ocorreu pela manhã no Centro de Treinamento do Jardim Eulina, em Campinas. A ausência foi o meia-atacante Clayson, que ficou isolado no departamento médico. Ele deixou o campo na parte final do primeiro jogo sentindo dores na parte anterior da coxa direita. Mas estaria sendo apenas poupado.

O lateral-direito Nino Paraíba e Renato Cajá, como já fizeram na última terça-feira, treinaram normalmente. Sinal de que vão ser opções para o jogo de volta. Se Cajá não tem muita chance de iniciar o jogo, Nino Paraíba pode ser improvisado na lateral esquerda no lugar de Reynaldo, suspenso com três cartões amarelos. A outra opção é Artur, um especialista da posição.

Com certeza estas duas opções vão ser testadas em treino fechado previsto para esta quinta-feira. Mas o técnico Gilson Kleina não deve definir nada oficialmente. Exceto esta dúvida na lateral, o time está pronto. Deve manter o esquema 4-3-3, com três volantes - Fernando Bob, Jadson e Elton - e os seus três rápidos atacantes - Lucca, William Pottker e Clayson.