Ponte Preta pega o Vitória com Majestoso cheio para voltar a vencer no Brasileiro

A sequência de maus resultados criou uma situação incômoda no Majestoso. Torcida promete empurrar o time.

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 12 (AFI) – Para atingir 45 pontos e se manter na elite nacional em 2017, a Ponte Preta precisa e ambiciosa retomar o caminho das vitórias no Campeonato Brasileiro. Vencer ou vencer é o lema para o compromisso diante do Vitória, nesta quinta-feira, às 19h30, no estádio Moisés Lucarelli, pela 30.ª rodada.

A sequência de maus resultados criou uma situação incômoda no Majestoso. Principalmente para os jogadores e para a comissão técnica, pressionados pelas críticas da imprensa e da torcida e ‘cobrados’ pela diretoria para voltar a pontuar na competição.

Clayson foi um dos destaques na goelada sobre o Figueirense, por 5 a 0, na Copa do Brasil
Clayson foi um dos destaques na goelada sobre o Figueirense, por 5 a 0, na Copa do Brasil

Com 39 pontos, a Ponte Preta ocupa há duas rodadas a décima posição. Mas não vence há quatro jogos, com um empate – 2 a 2 com a Chapecoense, em Santa Catarina – e três derrotas seguidas: Atlético-PR, por 3 a 0, em Curitiba (PR); Atlético-MG, 2 a 1, em Campinas e Cruzeiro, por 2 a 0, em Belo Horizonte (MG).

Agora quer aproveitar a tabela que marca dois jogos em casa: contra o Vitória e domingo diante do Santa Cruz. Pode chegar aos 45 pontos.

PRESSÃO FAZ PARTE
O técnico Eduardo Baptista e os jogadores compartilham da mesma opinião de que “a pressão faz parte e é necessária dentro do futebol. Quem não suporta pressão deve sair dele” – diz o técnico, que assumiu a responsabilidade pelos maus resultados, mesmo sabendo dos erros individuais que resultaram nos últimos tropeços. Mas, como sempre, pede respeito ao adversário que luta contra o rebaixamento.

Para voltar a vencer, a opção é voltar com a mesma base que conquistou a maioria dos pontos na temporada. Uma formação que não costuma agradar a torcida, mas que resolve em campo. As principais novidades são as voltas dos meias Rhayner, que recompõe a marcação, e Clayson que é um ladrão de bola e ainda puxa os contra-ataques aproveitando a sua velocidade.

DECISÃO DIFÍCIL
Mas para as voltas deles, que deixaram o time por lesões, o técnico vai ter que por no banco de reservas dois de seus principais artilheiros: William Pottker, com 10 gols, e Felipe Azevedo, com cinco. Pottker vai ser julgado à tarde pelo STJD do Rio de Janeiro e pode pegar até quatro jogos por ter dado um soco no atacante Luan, do Atlético-PR.

Rhayner exerce função específica reforçando a marcação
Rhayner exerce função específica reforçando a marcação

O meia Thiago Galhardo está suspenso, o que abre a volta natural do volante João Vitor, que não enfrentou o Cruzeiro por estar suspenso com cartões amarelos. Ao seu lado devem estar o volante Wendel e o meia Maycon, que também ajuda na marcação.

“Temos que voltar ao velho esquema de marcar forte e sair ao ataque em velocidade. Para tanto, nós temos que manter o foco total no jogo para evitar erros” – diz Eduardo Baptista, que terça-feira recebeu no gramado do Majestoso as presenças do presidente Vanderlei Pereira e do presidente de honra Sérgio Carnielli.

Eles ratificaram que o clube vive uma calmaria, que cumpre à risca seus compromissos financeiros e que precisa superar este mau momento.

TREINO E CASA CHEIA
Como é habitual, houve treino pela manhã e à tarde o início da concentração. A diretoria fez promoção de ingressos. Oito mil bilhetes foram trocados por garrafas pets, no projeto Futebol Sustentável organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Os ingressos populares estão fixados em R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Por isso, existe a expectativa de perto de dez mil torcedores para apoiar o time. No primeiro turno, em Salvador (BA), houve empate por 1 a 1, no Barradão, na 11.ª rodada. Na época o técnico do time baiano era Wagner Mancini, depois substituído por Argel Fucks.

A Ponte Preta deve começar jogando com: Aranha; Nino Paraíba, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor, Wendel e Maycon; Rhayner, Roger e Clayson.

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