Mãos à obra? Ponte Preta apresenta projeto definitivo de nova Arena

O investimento total ficará entre R$ 110 milhões e R$ 140 milhões

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 06 (AFI) - A Ponte Preta apresentou nesta quarta-feira o projeto definitivo de construção da Arena Multiuso Padrão Fifa que será erigida onde hoje se localiza o Centro de Treinamento do Jardim Eulina, às margens da Anhanguera. A nova Arena terá 30 mil lugares cobertos – não inclusos aí locais para imprensa e prestadores de serviço -, estacionamento com 2502 vagas, centro de convenções de quatro mil metros quadrados, restaurante com visão do campo, praça de alimentação, museu do futebol, academia de musculação para o público e infraestrutura de ponta para os atletas.

O investimento total ficará entre R$ 110 milhões e R$ 140 milhões. “Há uma possibilidade de já construirmos todo um espaço de 3,8 mil metros quadrados para lojas e neste caso o projeto teria o valor mais caro. Mas podemos optar pelo valor menor e deixar esta parte para depois. Os valores estão previstos para vir da venda do Majestoso, comercialização de produtos da própria Arena, inclusive os naming rights, e de investidores já identificados para participar da SPE que se formará para administrar a Arena”, diz o presidente Sérgio Carnielli.

A previsão inicial é de que a Arena seja concluída em 24 meses pela Contern Construções e Comércio, empresa do Grupo Bertin que há mais de 20 anos atua nos mais diferentes segmentos de infraestrutura, como energia, transportes, indústria e edificações. Não há prazo certo, porém, para o início das obras, já que a Ponte conta com verbas da venda do Majestoso e o estádio, no momento, encontra-se sob estudo de tombamento.

“A Ponte solicitou aceleração dos estudos ao Conselho de Defesa do Patrimônio de Campinas (Condepac), pois enquanto os estudos existirem não podemos fazer nada no estádio. A informação que temos é que esses estudos, com o pedido feito, devem ser conclusos em maio ou início de junho”, diz Carnielli, acrescentando que não acredita em um tombamento total do estádio e espera que a decisão do Conselho não prejudique o clube.

“Respeitamos o Condepac, que foi acionado por terceiros para fazer esse estudo, mas somos totalmente contrários ao tombamento, pois isso engessaria a instituição, independentemente de Arena ou não: nem mesmo reformas necessárias para disputa de campeonatos poderiam ser feitas sem autorizações prévias, dificultando obtenção de alvarás, e nunca mais poderíamos dispor de nosso próprio patrimônio em prol da Ponte Preta”, pontua o presidente.

Padrão Fifa e reaproveitamento de água
O projeto elaborado pela Contern segue com exatidão a cartilha da Fifa no tocante a estrutura para atletas e exigências para o conforto da torcida. São ao todo seis andares. Na área dos vestiários, por exemplo, que fica um nível abaixo da arquibancada e meio piso abaixo do gramado, os ônibus das equipes tem acesso exclusivo e a conexão com os espaços sociais da Arena é feita por meio de quatro elevadores, possibilitando acessos exclusivos para dirigentes de equipes rivais, imprensa e funcionários.

"São quatro amplos vestiários, para casos de partidas preliminares. Cada um deles têm de área para troca de roupas, chuveiros e sanitários a sala de massagens e piscina. Há também duas áreas de aquecimento com grama sintética que interligam cada par de vestiários, com grama sintética, sala de imprensa para coletivas e uma sala menor de entrevistas, tudo atendendo aos pormenores determinados pela Fifa”, explica Mário Rache Freitas, diretor de projetos especiais da Contern.

As 30 mil cadeiras do estádio são todas cobertas, distribuídas em duas cabeceiras para 4 mil lugares (uma delas para os visitantes) e as laterais com 11 mil lugares cada uma. “Não há nenhum obstáculo em frente à nenhuma cadeira, possibilitando excelente visão de todos os lugares. As cabeceiras foram distribuídas no eixo norte-sul, para que o sol não fique atrás dos gols e a área VIP, onde ficam camarotes e cabines de imprensa, não pega sol de frente durante a tarde”, diz Freitas.

Os camarotes são divididos entre familiares (para seis pessoas) e empresariais (para 20 pessoas) e serão alugados por períodos de dois a três anos. Todos são fechados por vidro, protegendo do vento e garantindo visão integral. Para a imprensa, são 25 cabines com cabeamento subterrâneo e possibilidade de flexibilização de tamanho caso necessário.

Toda a água da Arena é reaproveitada, inclusive a da chuva, para drenagem e irrigação, possibilitando economia de recursos naturais. A cobertura do estádio é de policarbonato translúcido, pois como toda a Arena é coberta (exceto o campo), a luminosidade tem que passar pela cobertura para não prejudicar a grama.

A praça de alimentação tem 1370 metros e há ainda o belíssimo restaurante, ligado à área VIP, camarotes e imprensa, com visão para o campo de um lado e, do outro, televisores e visão da praça da Arena. Haverá ainda uma academia de musculação para o público associado e um centro de convenção de 4 mil metros. “A realização de eventos e feiras irá mobilizar bastante a Arena, pois Campinas não tem outro espaço tão grande para convenções. Também pretendemos fazer um show na Arena a cada um ou dois meses”, prevê Carnielli.

Confira mais alguns números da Arena:

- 480 holofotes distribuídos por cima da estrutura e iluminando o campo

- O empreendimento irá gerar 300 empregos diretos

- Estão previstos para utilização 20 mil metros cúbicos de concreto (ou 2 mil betoneiras)

- Serão utilizadas 60 carretas de aço (1,5 mil toneladas)