Chororô? Pressionado, técnico da Ponte desabafa em entrevista

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 18 (AFI) - Contratado a pedido da torcida da Ponte Preta, o técnico Sérgio Guedes pôde sentir na pele, após o empate com a Portuguesa (1 x 1), nesta quarta-feira, a pressão pela falta de resultados. Antes unanimidade, o treinador já começa a gerar insatisfação de muitos torcedores, que chegaram a vaiá-lo durante e depois da partida.

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Sentindo a pressão, Guedes concedeu a entrevista coletiva em um clima de "velório". Com um discurso em tom de "chororô", ele reclamou, sem revelar nomes, das "cobranças que vêm de pessoas que não conhecem o dia-a-dia da Ponte"."Hoje tivemos muito mais intensidade, posse de bola, mas não conseguimos o gol. Daí, quando a vitória não vem começa este zun-zun-zun", disparou. "Me julgo um cara correto. Aqui tem um cara que conhece muito de futebol. Faço tudo pelo melhor da Ponte, mas nem sempre as coisas não dão certo", reconheceu.

O ponto alto das críticas dos torcedores foram as substituições efetuadas pelo treinador. Na visão dos pontepretanos, o lateral Marcos Rocha deveria ter deixado o time, assim como o volante Galiardo e o atacante Róbson não deveriam ter entrado.



Além do desabafo na sala de imprensa, o treinador também aproveitou para criticar a forma violenta com que a Portuguesa atua. "O Benazzi (técnico da Lusa) trabalha assim. Ele tem essa característica de mandar seus jogadores provocarem o adversário", afirmou.

O jogo de volta acontece no próximo dia 31 de março, no Estádio do Canindé. Para ficar com a vaga, a Macaca precisa vencer ou empatar por mais de um gol. Mas antes, o time joga três vezes pelo Paulistão. No sábado, encara o Palmeiras, em São Paulo.