Tetracampeão mundial com a seleção dá declaração forte sobre sua internação por covid

"Decidiram me amarrar na cama", afirmou Branco, que afirmou ter sido o pior momento de sua vida

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 03 (AFI) - Há um mês atrás, os amantes do futebol tiveram uma ótima notícia, quando depois de duas semanas internado em um hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro por conta da covid-19, sendo boa parte dos dias na UTI, o tetracampeão mundial pelo Brasil em 1994 e atual coordenador da seleção brasileira masculina de base, Branco, de 56 anos, recebeu alta hospitalar.

PERÍODO DIFÍCIL

Foto: Divulgação / CBF
Foto: Divulgação / CBF
Branco, que ficou internado entre os dias 16 de março e 3 de abril, chegou a precisar ser sedado e teve que respirar com ajuda de aparelhos de ventilação mecânica. Mas, nos últimos dias, teve uma rápida melhora e foi extubado. O ex-jogador comentou sobre este período no hospital.

"É estranho flertar com a morte desse jeito. Pensava: 'Ainda tenho muito que viver' — e vinham trechos da minha existência na cabeça, o casamento, os filhos, o futebol. Era como um filme meio difuso, sem ordem cronológica. Passei dezessete dias no hospital, cinco deles intubado e sedado, sempre na unidade de terapia intensiva, já que o caso era de alta gravidade", afirmou Branco, que completou:

"Estava muito agitado, às vezes acordava aos berros, dizendo que queria fugir do hospital. Por isso decidiram me amarrar na cama, para que não me machucasse. Recebia visitas rápidas, da minha mulher e de meus dois filhos mais velhos — o caçula, de 7 anos, não podia entrar."

CARREIRA

Revelado pelo Internacional, Branco se tornou conhecido nacionalmente no começo dos anos 80, onde se transferiu para o Fluminense e conquistou os títulos de campeão Brasileiro de 1984 e tricampeão Carioca: 1983, 1984 e 1985. Teve passagens também por Flamengo, Corinthians, Brescia, Genoa - ambos da Itália - e Porto, de Portugal.

Na seleção brasileira foi um dos heróis do título da Copa do Mundo de 1994 disputado nos EUA, mancando um gol decisivo contra a Holanda nas quartas de final. Também jogou os Mundiais de 1986 no México e 1990 na Itália. Também levantou o caneco da Copa América de 1989 com a amarelinha.