Ex-Paraná e CRB, ídolo do São Bento confirma aposentadoria: 'Dor era muito forte'

Éder, volante de 32 anos, participou de campanhas histórias do Bentão, mas teve uma lesão na cartilagem do joelho esquerdo

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 10 (AFI) - Um dos maiores ídolos da história recente do São Bento, com o qual conquistou acesso no Paulista Série A2 de 2014 e no Brasileiro Série C de 2017 e foi quinto colocado no Paulistão de 2016, o volante Éder confirmou aposentadoria dos gramados.

Ele não entra em campo desde 4 de novembro de 2018, quando marcou um dos gols da vitória do Red Bull Brasil, por 3 a 2, no Maião, em Mirassol, sobre o Mirassol, no duelo de volta das quartas de final da Copa Paulista.

Éder — Foto: Jesus Vicente / EC São Bento
Éder — Foto: Jesus Vicente / EC São Bento
Em 5 de fevereiro de 2019, passou por uma artroscopia da cartilagem do joelho esquerdo e visava retornar aos trabalhos em sete meses. Entretanto, não se recuperou plenamente e, por conta das fortes dores, optou por encerrar a carreira.

Edson Correia de Araújo, 32, foi revelado pelo CRB. Depois, defendeu CSE, Arapongas, Rio Claro, São Bento, Paraná, Grêmio Novorizontino e Red Bull Brasil. Em 2017, teve uma breve passagem pelo eslovaco Spartak Trnava, mas conseguiu disputar partidas das fases preliminares da Liga Europa.

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Então, muitas pessoas estão perguntando e outras me ligando para saber onde estou, algumas preocupadas por não estar me vendo jogar, então resolvi fazer esse post. E falar pra vocês que torcem por mim e me acompanham, o que aconteceu comigo. Tive uma lesão na cartilagem do joelho.

Fiz uma artroscopia, depois de 7 meses tentei voltar, mas a dor era muito forte. Então parei e voltei a fazer fisioterapia. Tinha a opção de fazer outra cirurgia (OSTEOTOMIA), e depois de passar por três especialistas, nenhum me dava a certeza de voltar a jogar.

Todos diziam que era uma tentativa de salvar o meu joelho, mas voltar a jogar nenhum me deu esperança. E como era uma cirurgia muito invasiva, decidi não fazer. Foram 1 ano e 7 meses muito difíceis, estressantes, dolorosos e que mexeram muito com meu psicológico.

Com muita tristeza e com os olhos cheios de lágrimas, infelizmente eu não suporto a dor e vou ter que parar de jogar futebol. Por mais que a gente saiba que a nossa carreira é curta, nunca estamos preparados pra aceitar que acabou, que chegou o momento de parar e ainda mais por conta de uma lesão.

É muito mais difícil de aceitar o fim, mas a vida segue. Graças a Deus tenho uma família abençoada, dois filhos lindos e uma esposa maravilhosa, uma verdadeira guerreira que sempre esteve do meu lado me incentivando, apoiando em cada decisão, e com muita paciência, sempre me entendendo e dando todo suporte.

Chegou o fim da minha carreira como jogador de futebol, mas sou muito grato a Deus por ter realizado meu sonho de criança, de ser um jogador profissional. Obrigado a todos os clubes, jogadores e comissões técnicas com quem tive o privilégio de trabalhar. E a todos que sempre torceram por mim.