Grupo de fãs faz manifestação em favor de Neymar na frente de delegacia

Apoiadores carregavam uma faixa com a inscrição "Verdade seja dita" e bradavam contra a modelo Najila Trindade,

por Agência Estado

São Paulo, SP, 13 - Um grupo de fãs de Neymar realizou uma manifestação de apoio ao jogador na tarde desta quinta-feira durante o depoimento prestado à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Com uma faixa com a inscrição "Verdade seja dita" e gritos contra a modelo Najila Trindade, que acusa o atleta de agressão e estupro, o grupo defendeu o atleta.

"É tudo mentira. As coisas que ela (Najila Trindade) fala não são reais. Nós não viemos só apoiar o Neymar. Nós viemos defender o Neymar", afirmou a desempregada Ana Maria Ramos.

"Ela não consegue provar nada. Só está inventando histórias para tentar a fama", criticou o vendedor Carlos Guimarães.

Os fãs se aglomeravam na entrada do estacionamento da delegacia onde um grupo de policiais só permitia a entrada de profissionais de imprensa. São cerca de 80 a 100 pessoas. Em alguns momentos, a manifestação de apoio contra a acusação de estupro ganhava os gritos típicos das arquibancadas de um estádio de futebol. "Neymar, cadê você? Eu vim aqui só para te ver", cantou parte do grupo.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

PROTESTO
As palavras de apoio a Neymar se confundiam com mensagens de protesto político, misturando diversas reivindicações. A mesma faixa que dizia "Verdade seja dita" também dizia "Golpe não". Depois de gritos de "Neymar, Neymar", o grupo cantou a primeira parte do Hino Nacional.

GRANDE CHEGADA
O atacante Neymar chegou por volta das 15h20 desta quinta-feira para depor sobre a acusação de estupro feita pela modelo Najila Trindade. Andando de muletas por causa da ruptura de ligamento no tornozelo direito que o tirou da Copa América, o atacante chegou acompanhado por advogados e seguranças.

Neymar é o último a depor no inquérito que investiga a suposta agressão sexual contra a modelo, que teria acontecido em Paris, no dia 15 de maio. Ele está sendo ouvido pela delegada Juliana Bussacos, duas escrivãs e mais duas promotoras de Justiça de Enfrentamento à Violência que estão acompanhando o caso. Não há previsão de encerramento do depoimento.