ESPECIAL: Relembre todas as trocas de treinadores no Paulista A3

Após a décima rodada, Paulo Cezar Catanoce deixou o Rio Preto, enquanto Baiano caiu no Taboão da Serra

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 08 (AFI) - Após a décima rodada do Campeonato Paulista da Série A3, a dança das cadeiras dos treinadores fez duas novas vítimas. Paulo Cezar Catanoce deixou o Rio Preto para entrada de Sérgio Caetano, enquanto Luciano Quadros assumiu o lugar de Baiano, no Taboão da Serra. Por isso, o Portal Futebol Interior traz um especial para relembrar todas as mudanças.

O número de trocas, aliás, já passou da primeira dezena. O Olímpia começou a preparação com Alessandro Moreche e teve também Vitor Mosca e Lucas Del Vecchio. Após ser dirigido interinamente por Zeca Barbosa, o Galo Azul tenta escapar da Segundona Paulista com Bira Arruda, que, no entanto, ainda não tirou a equipe olimpiense da lanterna.

O EC São Bernardo seria comandado por Tuca Guimarães, que acabou ficando no Boa Esporte. Sandro Sargentim durou apenas três partidas, dando lugar ao interino Galego. Depois uma longa indefinição, José Francisco Oliveira foi anunciado após a oitava rodada. O curioso é que o treinador foi 'emprestado' pelo São José, time da Segundona, até o final do Paulista A3.

A situação é similar à enfrentada por Sérgio Caetano: o Catanduvense, outra equipe da Segundona, cedeu o comandante para o Rio Preto até o final da participação do Jacaré no Estadual. Ele entrou na vaga deixada por Paulo Cezar Catanoce, quem estava à frente do Verdão da Vila Universitária desde a reta final do Paulista A3 de 2018.

No alto, Sérgio Caetano assume Rio Preto; embaixo, Luciano Quadros fecha com Taboão da Serra
No alto, Sérgio Caetano assume Rio Preto; embaixo, Luciano Quadros fecha com Taboão da Serra

O Batatais, por sua vez, demitiu Carlos Júnior faltando poucos dias para a estreia e contratou Rúbio Guerra, famoso por trabalhos à frente de times de futsal. Entretanto, após oito rodadas, ele deu lugar a Thiago Oliveira, que, após dirigir o Penapolense no início do Paulista A2, está na terceira passagem pelo Fantasma.

O Comercial teve Ricardo Costa na primeira rodada, mas, após o revés para o Noroeste, em pleno Palma Travassos, em Ribieirão Preto, vem sendo dirigido por Edson Vieira.

Lutando contra o rebaixamento, o São Carlos demitiu Omar Curi após cinco partidas e trouxe Carlinhos Alves. O Barretos começou com Paulinho McLaren, o qual, engatou duas vitórias nos primeiros jogos, mas, após ficar seis partidas sem triunfar, cedeu lugar a Ricardo Moraes.

E QUEM PERMANECEU?
Em meio a esse vai e vem todo, fica até difícil saber quais times não trocaram de treinador. Eles, porém, existem - e são vários. Os três primeiros colocados são a prova. Invicto, com seis vitórias e quatro empates, o Velo Clube tenta retornar ao Paulista A2 nas mãos do experiente técnico Karmino Colombini.

Dono do melhor ataque, o Desportivo Brasil apostou no português Simão Freitas e vem colhendo os frutos, já que, no momento, está na vice-liderança. Logo atrás, em terceiro, aparece o Noroeste. O clube de Bauru vem sendo dirigido por Betão Alcântara desde a Copa Paulista do ano passado. Ele chegou respaldado pelo título da A3 de 2018 à frente do Atibaia.

Karmino Colombini dirige o Velo Clube
Karmino Colombini dirige o Velo Clube

Outro que vem tendo um trabalho a longo prazo é Roberval Davino. Na temporada passada, quase recolocou o Capivariano na A2 - entretanto, nas semifinais, a equipe alvirrubra foi eliminada para o Atibaia. Em 2019, o Leão da Sorocabana aparece em quinto e surge como um forte candidato ao acesso.

Em sexto, o Monte Azul sempre teve Régis Angeli, famoso por ter sido auxiliar de Vagner Mancini em grande clubes do país. Fernando Souza foi confirmado com a difícil missão de substituir Paulo Pereira, o técnico campeão da última edição da Segundona que foi se arriscar no futebol candango. No entanto, a aposta vem dando certo: o Primavera é sétimo colocado e estaria nas quartas de final.

Por fim, a dupla de Osasco também pode se orgulhar de não ter trocado - e ambos os times chegaram a flertar com a zona de rebaixamento, mas, agora, sonham com G8. Oitavo colocado, o Grêmio Osasco é comandado por Marcos Paulo da Silva Grippi, que é da mesma família dos também treinadores Paulo Pereira e Silas e vinha da base do Bragantino. Robélio Cavalinho, que, em 2018, foi auxiliar técnico no Oeste, dirige o Osasco Audax, nono lugar.